2006/05/01

Second best

Há já algum tempo, talvez em prejuízo meu (nunca saberemos onde nos levariam as opções que rejeitámos em detrimento de outras), que decidi não querer menos que o melhor. E isto não tem que ver, em absoluto, com bens materiais, que nesses chegam-me aqueles que me oferecem um bom desempenho face ao custo. Tem que ver, sim, com aquilo que me satisfaz. E com o que vale verdadeiramente a pena.

Por exemplo, prefiro comer o meu doce preferido apenas uma ou duas vezes por ano, mas feito a preceito, com as calorias todas, a comer diariamente sobremesas feitas à pressa ou enganar-me com iogurtes plenos de criatividade. Prefiro fazer apenas 10 dias de praia, na minha praia preferida (mesmo que para isso precise de fazer 250km), a enfiar-me em filas de trânsito ao fim de semana apenas porque em Junho já temos que estar com o tom de pele que nos permite mostrar as pernas ao mundo. Em suma, prefiro pouco, mas muito, muito bom.

Alguém me disse, há dias, que dado o meu aspecto físico, não me posso dar ao luxo de ser muito exigente na escolha de um companheiro. As coisas são mesmo assim, os menos-que-perfeitos são rejeitados ou, quando muito, são a segunda, terceira, quarta escolha. E, como tal, devem sujeitar-se também a optar por alguém da mesma categoria.

Pois sim, até pode ser verdade para alguns, mas eu não vou nessa. Em primeiro lugar, as pessoas não se escolhem por catálogo, atraem-se ou não, conquistam-se, apaixonam-se. E quando existe a chamada química, e amor verdadeiro, fecham-se os olhos e nada mais é importante.

Vá, chamem-me romântica, naïve, sonhadora e condenem-me a ficar só para sempre. Eu não me importo. Garanto que não viverei um amor de compensação. Mil vezes uma paixão fugaz que uma vida de descontentamento.

3 comentários:

Su disse...

mil vezes isso....
gostei de ler.te
jocas maradas

Uxka disse...

That's my baby!...
E mais cedo ou mais tarde (e eu que o diga) vai aparecer vindo não sei de onde um gajo que te mereça, que eles não andam todos cegos. Podem é andar noutra latitude, mas todos cegos não acredito. Beijos

BlahBlahBlah disse...

39+1 = A idade em que as mulheres descobrem que o homem da vida delas é ela própria [há um livro com este titulo genial!]. Os ditos propriamente ditos, os homens, devem ser considerados como acessórios sazonais e descartáveis quando não estiverem a condizer com o tom de pele :)