2008/09/17

A Foz e a foz

É extraordinário como um simples pormenor pode mudar o sentido das coisas. Num post anterior, vejo-me a escrever "Foz" quando quero escrever apenas "foz" e logo causo em alguém saudades do sítio que não vê há tanto tempo. E se a palavra é a mesma, e o sentido o mesmo, o local e o sentimento definitivamente não o são.
A minha relação com a Foz começou bem antes de eu ter começado a dar ao Tejo a importância que dou hoje. Apesar de viver perto de Lisboa e de estar relativamente perto do rio a partir de uma certa altura, mantive-me sempre pela alturas de diferentes colinas de Lisboa, todas elas viradas para o "nosso" rio. A bem da verdade, a zona, para além dos diversos cais onde se apanhava o barco para ir para a praia quando ainda não tínhamos carro, não tinha muito para oferecer, para além de monumentos que, depois de vistos, estavam vistos.
Mas voltando ao que interessa, que é a Foz, a tal que eu fiz recordar, entrou na minha vida em 88. De repente, numa viagem, uma grande amiga minha conhece algumas pessoas do Porto e lá nos vemos nós, o grupo do costume, a caminho da Invicta para conhecermos os personagens num fim de semana de Dezembro. A partir daí, foi a paixão pela cidade, pelo rio, pelas cores, por tudo o que tinha que Lisboa não tinha e, sobretudo pela liberdade de estarmos ali totalmente livres, numa casa posta à nossa disposição, à boa maneira do Norte. Seguiram-se verões e mais verões em que, tradicionalmente, pelo menos uma semana era passada ali. E foi num desses dias que me apaixonei pela Foz.
Naquela tarde, o grupo (que foi aumentando com o tempo) dividiu-se. Uns queriam compras, na Baixa, os outros já não sei o que queriam, nem interessa. Só me lembro que — e esta imagem, que será para sempre a imagem que tenho da Foz, apesar de tudo o que lá vivi durante as várias visitas – ao regressar de eléctrico, a luz do pôr do sol (e todo aquele dia) criou uma magia tal sobre a água daquele rio, que é tão mais pequeno que o "nosso", que o tornou inesquecível.
Aqui, apesar de todos os dias ter um rio imponente como paisagem de fundo, de manhã à noite, com vista tanto para a ponte como para a foz, nada tem o espírito daquele momento. E mesmo sabendo que nada se repete, que os momentos se perdem e desfazem no instante em que acontecem, consigo guardar para sempre a imagem de um rio dourado quando o eléctrico começou a descer a rua em direcção à marginal, para nos deixar lá ao fundo, no Passeio Alegre, tão pertinho de casa.

2008/09/15

Sobre portas (mal fechadas) e janelas (entreabertas)

Diz-se por aí que quando se fecha uma porta (consta que é Deus que o faz, mas eu prefiro acreditar que somos nós mesmos que decidimos ou não fazê-lo) se abre imediatamente uma janela, criando-nos assim uma nova alternativa para, assim por dizer, arejar. E eu tenho, tenho arejado sim. O mais que posso. O mais que consigo. Saindo pela janelinha para todos os dias voltar a entrar e ver-me de novo por trás daquela porta que, apesar de fechada, ainda tem entalados junto à ombreira os restos da questão. Como se se tratasse de um refém que deixaste para um dia vir resgatar. Como se não conseguisses levar contigo aquele pedaço de ti que disseste ser feito de mim. Porque te recusas, porque sabes o que sinto e te sabe bem sabê-lo, a dizer-me "não" ou "chega" e te deixas ficar num silêncio cheio de culpa (a sofrer, eu sei). E aquele pedaço de ti, preso na ombreira e que não consigo arrancar, cria uma inevitável corrente de ar sempre que abro e fecho a janela. E é essa brisa repentina e fria que me arrepia e me faz chorar.
Foto daqui.

2008/09/10

By the river

Depois de almoço, abro o mail e uma mensagem salta à vista, entre as muitas que não interessam. "Cafezinho by the river", diz o assunto, e logo a seguir lê-se "quem quiser janta". Pois bem, estou a caminho para umas horinhas de conversa bem disposta, um jantar levezinho como manda a boa forma e um regresso a casa mais tarde que o habitual. Que se lixem o ginásio, as compras semanais de frescos e os assuntos corriqueiros. Ainda é verão e, sobretudo, é Setembro.
Até amanhã.

2008/09/09

Instante

Ainda há pouco, quando cheguei cá acima e olhei para o rio, reparei que a ponte estava de um vermelho mais vivo, que lhe era dado pelos tons quentes do sol que se escondia lá ao fundo, na Foz. Foi só um instante, um relance para dentro da sala, a despedir-me de quem já foi, para novamente o aço ficar baço e vermelho escuro e para o rio, cujo azul ainda brilhava, ficar cinzento e monótono. E como tudo o que é bom não pode ser se não efémero, temos que pôr toda a nossa alma nelas, sem distracções. Mesmo que volte amanhã, não será nunca igual, mas tornará, de certeza a passar num instante. Pena que esta saudade não passe assim.

2008/09/08

Vida leve

Agora, que tudo acabou, aquelas relações voláteis esmiuçadas nas plásticas revistas cor-de-rosa que se folheiam nos dias de praia, quanto mais não seja para saber quem está no areal ao lado, surpreendem-me ainda mais. A deixou B, porque sim e porque acabou por ficar com C. Num dia amam-se e não sabem viver um sem o outro, no dia seguinte já amam outro qualquer, que por acaso até já amou uma amiga qualquer, que acabou por se envolver com o famoso qualquer coisa X, em intermináveis polígonos amorosos e, sobretudo, mediáticos.
Depois do que senti e me envolvi, depois do que me dei, custa-me ainda mais entender como é possível pôr para trás assim uma relação que parecia tão profunda e partir imediatamente para outra, que tapará o vazio existente. Não podia ser amor o sentimento que existia, nem aquele que supostamente se passa a ter. Serão, quando muito, atracções muito convenientes. Não se fica disponível assim, não se recupera a energia para partir para uma nova relação, amar com este ânimo leve não é amar.
E, como ainda estás em todos os meus gestos, os meus adormeceres, os meus despertares, todos os meus momentos ainda, vou arranjando alternativas solitárias para preencher as horas que eram tuas, voltando à minha rotina, sem vontade de ninguém (à excepção de alguns bons amigos) que substitua o insubstituível. Vivo uma vida leve, o mais possível, mas nunca fútil.

2008/09/04

Setembro

Agora, quando desço a rua que me leva à calçada que depois me trará para casa, pelo melhor e mais relaxante percurso alternativo de Lisboa, a menor altura do sol no céu já faz com que este me encandeie ao mirar-se vaidoso no espelho retrovisor, quando há um mês atrás ainda passaria por cima do tejadilho e se reflectiria apenas nos telhados ou nos andares mais altos das casas logo em frente. A cor do rio por trás do meu monitor também já está diferente, mesmo durante o dia, com um azul mais escuro e profundo, que reflecte um céu menos quente. A chilreada na rua é menor, até porque já passaram os exageros do verão, e eu fico um bocadinho mais animada, porque este tempo menos exultante está mais em consonância com o que sinto neste momento. Saudade, tristeza e vazio. Mas o meu Setembro chegou, finalmente.

2008/09/03

De volta

De volta, no meu último dia de férias, sinto que, não fosse a primeira semana de férias, e apesar de ter tido muita animação e companhia nos dias que por cá estive, este ano foi aquele em que senti que os meus dias inúteis foram exactamente isso mesmo: inúteis. Agora, resta-me esperar uns bons meses pelas próximas.

2008/08/27

Até para a semana

Finalmente, vou de férias férias. Para a minha praia. Rever os velhos amigos, que não são velhos. Ler, ler muito, ler tudo o que tenho para ler. Respirar ar puro. Acordar de manhã e sair imediatamente para a rua, ainda antes de me vestir. Discutir com os melros a posse dos melhores figos matinais. Fazer tudo o que me apetece e não fazer nada se não me apetecer. Sonhar que nada de mau aconteceu ou acontecerá. E voltar para recomeçar. Até para a semana.

2008/08/25

Negativa

Pelas tuas contas, neste momento eu já deveria odiar-te. Quase uma dezena de e-mails sem resposta, um cumprimento ignorado, uma fuga cobarde. Pelas minhas contas, tudo isso é muito pouco comparado com o que me deste e com o que fizeste de mim. E, apesar das minhas lágrimas, que já foram muitas, terem esborratado os cálculos, consigo ainda perceber que te enganaste. A tua conta está errada e eu nunca te odiarei, como nunca te esquecerei. Apenas tens negativa.

"Mas por mais bela que seja cada coisa / tem um monstro em si suspenso."

E é assim que temos que aproveitar cada momento no pressuposto da sua efemeridade. Ter sempre presente que, um dia, aquilo que nos fez felizes, nos magoará.

No fundo do mar há brancos pavores
Onde as plantas são animais
E os animais são flores.

Mundo silencioso que não atinge
A agitação das ondas.
Abrem-se rindo conchas redondas,
Baloiça o cavalo-marinho.
Um polvo avança
No desalinho
Dos seus mil braços,
Uma flor dança,
Sem ruído vibram os espaços.

Sobre a areia, o tempo poisa
Leve como um lenço.

Mas por mais bela que seja cada coisa
Tem um monstro em si suspenso.
Fundo do Mar, Sophia de Mello Breyner Andresen

Inevitabilidade

É quando menos esperamos que os nossos planos se goram e eu, que neste momento deveria estar longe daqui, estou novamente a fazer tempo neste tempo imenso que tenho para fazer tudo e nada. Horas e horas inúteis em que deveria estar, ao vivo, a povoar os meus sentidos de imagens novas. É assim que sempre foi, assim que sempre será.

2008/08/22

Escapadinha

No fim de semana, vou fugir dos buracos e (hopefully) subir às montanhas. Talvez o ar mais puro me faça bem, para preparar os pulmões e o espírito para uns dias de sol na minha praia de sempre. Na melhor das companhias.

Coincidências

Apesar do estado de espírito não ser o melhor, não há nada como seguir em frente e aproveitar os convites para fazer coisas que nunca fiz. No entanto, e por mera coincidência, tenho passado o tempo às escuras: já estive nas profundezas de uma mina abandonada, na companhia de morcegos, em túneis debaixo de uma Serra e mergulhada num oceano. Alguém conhece mais buracos apetecíveis (garanto que não sou do género avestruz)?

2008/08/21

Cá por casa

Entre viagens, regresso a casa apenas para descobrir que é o melhor sítio onde posso estar e que eu sou, de facto, a minha melhor companhia. E durmo e descanso e leio e organizo e repenso se a vida tem que ser mesmo assim. Momentos seguidos de incerteza quanto ao que quero ser e fazer, entrecortados por memórias de instantes felizes. E os dias seguem-se, monótonos e ansiosos. Um após o outro, são cada vez mais tristes. Ao contrário do que se supõe no Verão. Mas isto vai passar, tal como as estações. Venha o Outono, que os meus Verões são sempre assim. Tudo menos exuberantes.

2008/08/12

Bagagem

i carry your heart with me(i carry it in
my heart)i am never without it(anywhere
i go you go,my dear; and whatever is done
by only me is your doing,my darling)

i fear no fate(for you are my fate,my sweet)i want
no world(for beautiful you are my world,my true)
and it's you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always sing is you

here is the deepest secret nobody knows
(here is the root of the root and the bud of the bud
and the sky of the sky of a tree called life;which grows
higher than the soul can hope or mind can hide)
and this is the wonder that's keeping the stars apart

i carry your heart(i carry it in my heart)
ee cummings

Férias

Há uns anos atrás (muitos, credo, que isto passa tão depressa, nem vou falar disso), durante a febre do cubo de Rubik, eu consegui, inesperadamente, resolver o enigma. Ironicamente, isto aconteceu numa altura em que nem sequer estava a tentar resolvê-lo e o usava de forma distraída como uma espécie de anti-stress, que rodava de um lado para o outro aleatoriamente.
E ontem, no meio de uma conversa sobre o dito, essa ironia iluminou-me e fez-me ver que às vezes, se nos alhearmos um pouco daquilo que nos preocupa, daquilo que desejamos, poderemos, eventualmente, ver o assunto resolvido quando menos esperamos.
Hoje, finalmente, começo as minhas férias a sério (a seguir a isto vou a correr fazer a mala), levando comigo o que é mais importante, se bem que guardado lá bem no fundo, mas bem à mão, para me confortar. Até já.
Foto daqui.

2008/08/08

Dezassete

dias úteis que são contagiados por nove dias inúteis (que são os feriados e os fins de semana pelo meio) e temos vinte seis dias seguidinhos sem compromissos, horários, rotina e stress. Deve ser para isto que é bom aprender a somar.

2008/08/07

Tédio parte II

A propósito de tédio, conversa de hoje no gtalk, a meio desta interminável tarde:

Do lado de lá: mensagem completamente inutil do dia... uma vaca pode produzir até 40 litros de leite por dia.
Do lado de cá: lol. E isso não é bom?
Do lado de lá: se estiveres a pensar comprar vacas sim.
Do lado de cá: Já estive mais longe.
Do lado de lá: eu nao consigo produzir 40 litros de leite por dia.
Do lado de cá:
Pelo menos sou eu a escolher as vacas com que lido. Acho que vou postar sobre isso.
Do lado de lá: por mim podes mencionar o q quiseres.
Foto daqui.

Tédio

Rio acima, rio abaixo, os navios entram e saem do porto tão devagar como este penúltimo dia de trabalho antes das férias está a arrastar-se. Os dias de férias também deviam ser assim, longuíssimos, sem fim, mas sem tédio. Vens comigo?
Foto daqui.

2008/08/06

Resposta Torta

Última pausa para o vício antes das férias da Barbie. Fala-se de comida, mais precisamente marisco, que ela diz costumar ser a sua primeira refeição de férias, normalmente. Depois de ter sugerido algumas iguarias, eu lembro-me de que tenho que passar no supermercado antes de ir para casa e, como tal, vou aproveitar para ter um jantar diferente. A criatura, com os olhos postos no chão (como de costume não olha para mim quando fala), diz:
— Também só pensas em comida, comida, comida.
E eu respondo:
— Olha, penso muito mais em sexo, mas é muito mais difícil de comprar, principalmente do bom.

Mentirinha

Estou seriamente a considerar não ir de férias. Não é para já, é não ir de férias mesmo. Nunca. Ao que parece, sou das poucas pessoas que sabe ler e raciocinar aqui na empresa e, como tal, responsável por evitar os erros dos outros a tempo de eles não fazerem má figura. Afinal, toda a gente que sabe que o mal não é errar, é ser apanhado.(Assim como assim, acho que tá na altura de me armar em boazinha e começar a dar um bocadinho de graxa às altas instâncias, dispensando as férias.)

A propósito,

elas continuam a florir lá em casa. Afinal, eu costumo cumprir o que prometo e tu, tu tiveste o azar (ou a sorte) de ser o primeiro gajo que alguma vez me ofereceu flores. Mesmo sem ser da forma mais habitual.
Foto daqui.

Ainda

bem que os talentos não se esgotam e que todos os dias há músicas novas para eu ouvir e gostar. Assim, é mais fácil conseguir pôr de parte, só por uns tempos, aquelas que ouvimos juntos tantas vezes (e que, às vezes, ainda me fazem chorar, mas outras já me fazem sorrir).
Foto daqui.

2008/08/05

A verdade

do vinho é que o vinagre nunca apanhou moscas. Nem serve para beber.
Foto daqui.

In the name of love

Às vezes tenho a tentação de ir buscar, ao fundo do baú onde o guardei, aquele orgulho que sempre me protegeu da dor. Usá-lo para me armar em forte, fingir que não estou magoada, que não sou frágil como os demais. Que aguento tudo e que me é fácil erguer de novo a cabeça e prosseguir. Seria muito mais simples acusar-te a ti de me teres enganado, de seres um idiota como qualquer outro. Seria mais fácil arranjar uma série interminável de substitutos provisórios que preenchessem o vazio que deixaste, para te provar que estavas enganado e que ainda há quem me queira. Entregar-me à angústia e às noites em claro, maldizendo este mundo injusto em torrentes de azedume. Achar que tu, e todos os outros, estão errados, que todo este mundo está podre, só porque não me amas como te amo.
E, todavia, não cedo. Não cedo porque quero guardar para sempre a pessoa em que me tornei só por te amar. E de quem gosto tanto.

2008/08/04

Defeitos

Porque eu lhe prometi que dizia, assim de caras, sem rodeios e sem medos, até porque não posso deixar de concordar que eles vêm todos com defeito (também se fossem perfeitinhos, perfeitinhos, eram bonecos sem vida e sem graça nenhuma e nós ficávamos sem arestas para limar e motivos para criticar), "há qualquer coisa de muito errado nos homens".

Conselho

Depois de ter visto este vídeo pela enésima vez, e de me recordar sempre de um dos úteis conselhos nele enumerados – "não leias revistas de moda, apenas te farão sentir feia", apetece-me acrescentar mais um, que vem mesmo a propósito para quem não tem planos de férias nem grandes perspectivas para as mesmas: "não leias revistas de viagens, apenas te farão sentir miserável".

Perfeição

Eu queria ter posto aqui a fotografia perfeita da esplanada perfeita onde me apeteceria ir acabar o dia de forma perfeita. Mas não encontrei, seja porque não existe, seja porque a existir a sua perfeição depende do momento, da companhia, de tantas coisas simples e complexas. E, também, qual é o momento perfeito que interrompemos para ir a correr procurar o ângulo perfeito debaixo da luz perfeita de máquina fotográfica na mão? Nah, deixo-vos ficar com a vossa própria imagem do fim de dia perfeito. Afinal, há coisas que são muito pessoais.

2008/08/01

Wishful Thinking

Agosto é uma piscina de água fresca e não fazer mais nada todos os dias.
I wish, I wish.
Foto daqui.

Age-Less

Citando um amigo que citou Mark Twain para comentar o post de outro amigo sobre "Cotas", “age is an issue of mind over matter: if you don’t mind, it doesn’t matter".
Foto daqui.

2008/07/31

Tudo o que é de mais

enjoa. Ou não. Apesar de um abuso poder ter consequências menos agradáveis, como passar um domingo de rastos no sofá (pronto, a ressacar, eu confesso), há coisas de que nunca nos fartamos. É por isso que já tenho as limas lá em casa. Só faltam os convidados. E uma semana para ir de férias.

Foto daqui.

Sushi, baby, sushi

Já não me lembro de quando foi a primeira vez, mas ainda nem sequer era moda. Foi no Bairro, na Rua da Rosa, sentada no chão como manda a tradição. Confesso que na altura só gostei mesmo das lulas, finíssimas e com um molho divinal que disfarçava qualquer aroma mais intenso a mar. Mais tarde, nova tentativa e nova constatação de que não gostava mesmo. Solução: optar pelos pratos cozinhados e tentar evitar perceber que os vizinhos do lado estavam a engolir fatias de peixe cru.
Mas o tempo é assim, e a insistência acaba por compensar. Há dois anos, mais ou menos, no aniversário de uma amiga, a alternativa ao sushi era... sushi. E foi aí que me apaixonei por estes rolinhos de arroz gelatinoso e avinagrado, recheados com peixe cru ou com vegetais e enrolados em pestilentas algas verdes. Que se mergulham em molho de soja e temperam com wasabi, de fazer trepar os incautos pelas paredes. Cujo sabor se vai cortando com pickles de sabonete cor-de-rosa, ou gengibre para as pessoas normais.
Hoje, ao jantar, para compensar o abuso de polvo bem português do almoço, vou-me vingar no japonês, regado com algum sake e uma grande dose de boa conversa. O Verão dá cabo de mim.
Foto daqui.

O Verão

dá cabo de nós. O Verão, ou o cheiro a férias, que não tardam a começar. Estou a gostar deste período pré-descanso, em que aproveito para me cansar ainda mais e conseguir assim que os dias inúteis me saibam melhor. O pior... o pior é o resto.

2008/07/30

Traveling light

Não sei viajar com pouca bagagem. Nunca consigo decidir o que é supérfluo e o que não é, e acabo por levar atrás de mim uma mala pesadíssima para onde quer que vá.
Por um lado, deve ter que ver com o nunca fazer planos, ou nunca ter feito. Na solução de recurso que são sempre as minhas férias, acabo por ir por arrasto e ter que seguir os planos dos outros e, por isso, há que ir preparada para qualquer situação.
Por outro lado, tem que ver com aquele ligeiro sentimento de perda que desde sempre se apodera de mim algum tempo antes da partida, que me faz sentir saudades ainda antes de sair a porta. E então, perco o meu tempo a despedir-me do que é meu, para deixar a certeza de que também voltarei, e a escolher alguns objectos eleitos para me acompanharem.
Desta vez, terei que deixar a bagagem mais importante para trás ou não terei tranquilidade. Custou-me decidir isto tanto quanto das outras vezes, ou até ainda mais, porque não tenho qualquer certeza do que deixo, muito menos do que encontrarei quando voltar, na prateleira onde o arrumei.
Desta vez, levo comigo um imenso vazio.
Foto daqui.

2008/07/29

Onde

é que eu vou este ano? Onde me levam os dias inúteis de férias, já que os de trabalho são úteis? Daqui a pouco mais de 8 desses dias, deixarei para trás a rotina dos dias de um trabalho que nada tem de rotineiro para sair por aí, num caminho que não inclui as cidades que ainda não conheci, uma viagem por um país encantado ou a semana ao sol banhada por refrescantes e animadoras caipirinhas. Há-de me valer o reviver de bons tempos em boa companhia. Hão-de valer-me os meus livros e a minha máquina fotográfica. E hão-de valer-me os sonhos que sei que um dia realizarei.
Foto daqui.

2008/07/28

Flowing

Ontem aprendi que o amor é como um rio. Temos que o deixar fluir, compreender que nós somos pedras que rolam no seu curso, seja este calmo ou tortuoso, e que, com o passar do tempo, vamos ficando redondas, sem arestas, e cada vez mais parecidas. E, no entanto, como descobrir, no meio das pedras todas, aquela que fará connosco a travessia até ao mar? E, se a descobrimos, e ela fica pelo caminho ou, ainda, decide mudar de rumo? E eu, seixo que me moldei a outro seixo, num curto percurso apressado, que faço eu sozinha e desgastada? Como me poderei moldar a outro se já nada tenho para limar?

Foto daqui.

2008/07/25

Inside

"Não podes fechar a tua porta àquilo que já entrou."
Graham Swift, The Light of Day

Deve ser por isso que o amor que te guardo nunca mais sairá de mim.

"You can't lock your door against what's already inside
"
Foto daqui.

2008/07/22

If in doubt


“A coward is incapable of exhibiting love; it is the prerogative of the brave.”
Gandhi

1) Se tiveres dúvidas, ama.
2) "Um cobarde é incapaz de exibir amor; essa é uma prerogativa dos corajosos."

2008/07/21

Ricochete

Segundo Buddha, “Agarrarmo-nos à ira é como pegar num pedaço de carvão em brasa com a intenção de o atirar a alguém; somos nós que nos queimamos.” Que é como quem diz, quando se está de mal com alguém, o melhor a fazer é atirar amor, pois se fizer ricochete, não nos magoará ao atingir-nos. Que é como quem diz, ou estou a ficar mole, ou deve ser da idade.
Foto daqui.

2008/07/17

Não receies

Não temas. Escrever sobre o amor que senti (e parte de mim, a que te escreve, ainda sente) foi o melhor que me pudeste deixar. Não receies. Nunca direi o teu nome (nunca disseste o meu), como nunca o disse enquanto o rodeava com outras palavras (por não querer dizer aquele que não é o teu). Não temas. Não são loucura ou obsessão estas palavras. São saudade e melancolia, ternura e uma vida nova todos os dias, desde que te foste. Se a incapacidade física de me amares suplanta o que sei que sentiste, fica onde estás. Fica aí e eu aqui, a registar diariamente o meu amor por ti que é tão só o meu amor por mim. Não receies. Não me aproximarei mais que as minhas palavras.

2008/07/16

Vazio

"La douleur, c'est le vide."
Jean-Paul Sartre

E a dúvida, a ausência, o silêncio. A recusa, a negação. A perda. Sobretudo a perda.

"A dor é o vazio."

Move On

Ontem, uma pessoa muito importante para mim, dizia-me: “… parece que estamos condenados a não saber bem porquê um número de coisas.” E isso deixou-me a pensar se há sentido em tentar descobrir as verdadeiras razões ou se devemos simplesmente esquecer e (excuse my French) move on. Mesmo que leve a bagagem toda atrás.

2008/07/15

Candlelit Dinner

Hmmm.. uma surpresa, ontem, ao chegar a casa. À porta, à minha espera. A notícia. Hoje vai ser diferente. Subir as escadas, degrau a degrau, depressa, para não perder mais tempo. Enfiar-me na cozinha, a fome e a ânsia, juntas. Entretanto, encher a casa de velas, para o ambiente. Uma olhada ao fogão, enquanto se põe a mesa e se abre o vinho, para ir bebendo enquanto se cozinha. Um último telefonema.
– Estou ocupada. Hoje é à luz de velas. Sim, velas.
Do outro lado, a pergunta:
— É com o…?
E eu, com uma gargalhada:
— Não, não. Isso queria eu. É só comigo, como de costume. Não há luz.
Felizmente, houve luar.

Foto daqui.

2008/07/11

Ou então

Deve ser do dia. Quero que seja só do dia. Esta angústia deve resultar deste tempo abafado, deste tecto de nuvens indecisas, de um cinza-esbranquiçado, aqui tão perto que só deixa ver o azul em rasgões pontuais, lá do outro lado do rio.
Ou então.
Eu sei que não é o tempo. E desta vez não é a saudade. Nem tu. Nem a tua ausência. É o ter chegado ao limite e saber que, ao rebentar, vou levar tudo à frente. Até o que não quero. E isso não.
E então.
Tu aqui, ao meu lado. Sem estares, mas estando.
— Calma. Não faças nada. Eu estou aqui.
E eu saber que não deixas que o faça, apenas porque eu não faço por tu achares que não devo. E tu é que sabes. Eu sei.

Foto daqui

Porque foste

Porque foste na vida a última esperança
Encontrar-te me fez criança
Porque já eras meu, sem eu saber sequer
Porque és o meu homem, e eu tua mulher
Porque tu me chegaste
Sem me dizer que vinhas
E tuas mãos foram minhas com calma
Porque foste em minh'alma como um amanhecer
Porque foste o que tinha de ser

Vinicius de Moraes

2008/07/10

Bliss

Porto de Mós, Junho de 2008

Houve dias em que descia com a desculpa do vício apenas porque era enorme o que sentia e apetecia-me cantá-lo a tudo e todos.
E sabia que, mesmo que o fizesse não chegaria, pois era tão forte que sufocava.
E tão fraco, todavia, que foi quebrado, num momento só, sem que o perdesse todo.
E agora desço, com a mesma desculpa, mas para ouvir os pássaros, aqueles que nos anunciavam, de madrugada já, que eram horas de nos separarmos e fazer do dia noite.
E volto a sentir, por vezes, sem que o encoraje, esse nó que cresce sem controlo, essa plenitude imensa que me eleva acima dos mortais e me protege de quem não entende como é possível amar assim.
Um sonho, apenas um sonho.
Tu. My bliss.

*Bliss – felicidade suprema; êxtase.

2008/07/09

Experiência

"Experience is not what happens to you. Is what you do with what happens to you."*
Aldous Huxley

Só porque me apetece e porque este senhor foi um génio e porque acho que isto é mesmo verdade (e não me venham com tretas que são mais experientes que eu porque já passaram pelas coisas e eu não, porque afinal muitos do que o dizem não aprenderam nada com aquilo por que passaram e continuam a fazer a mesma asneira uma vez após outra), apeteceu-me pôr aqui esta frase. Quanto a mim, tenciono descobrir coisas novas em cada cabeçada ou cada tombo que dê, para que da vez seguinte seja, se não menos árduo, pelo menos diferente. E também aprender a amar melhor com cada amor vivido e com cada amor perdido, para que possa sempre amar mais (não sei ser será possível amar mais do que te amei, mas pelo menos igual será) e ser mais amada (desta vez para sempre, se é que há um sempre – eu acredito que sim). Nem que seja só por mim.

*"Experiência não é aquilo que te acontece. É o que fazes com aquilo que te acontece."

2008/07/06

Little Black Dress

Não há como o Verão para poder fazer isto. O inesperado, o surpreendente, as decisões no calor do momento têm o poder de nos animar. E de, certa forma, preencher aquele vaziozinho que há muito nos incomoda, aquela fresta por preencher que deixa entrar os arrepios da monotonia, da melancolia de termos sido rejeitados. Mais uma noite de fim de semana em casa, não. Mesmo que já depois do sábado ser domingo, nos primeiros minutos mesmo, se decida "Vamos lá então! É só mudar de roupa e estou a caminho". E, como é Verão, enfia-se um vestidinho, dão-se uns últimos retoques, acrescenta-se um pormenor e vai-se ao encontro do aparentemente desconhecido. Mesmo que não se faça nada de especial, mesmo que os planos acabem por sair ao contrário, sabemos que estamos vivos e que há alguém que nos ouve. Depois, regressa-se a casa, o céu já daquela cor que antecede a manhã. E que eu gostaria de, um dia, ter partilhado contigo.

2008/07/04

Maré

Há quem sinta que, por vezes, vinda do nada, abater-se sobre si uma tragédia e, frequentemente, o desespero chega a fazer desejar que a onda o arrastasse também. Para não enfrentar a perda, para não se deparar com a destruição do seu pequeno mundo, da sua praia, enfim, para não ter que reagir. Mas é preciso lembrar que o mar, e a vida com ele, são feitos de ciclos. Se o tsunami se abate sobre nós, sabemos à partida que não ficará para sempre; volta para trás, como qualquer onda, como todas as marés diariamente sobem e descem. E, como os marinheiros, devemos saber aproveitar o bom e o mau de uma e outra. Se não podemos fazer-nos ao mar, descansamos, reparamos as redes e o navio. Noutro dia pescaremos.
As águas que nos inundam também não trazem só destruição. Muitas vezes, ao baixarem, arrastam com elas destroços que não nos interessam e, algumas vezes, mais do que pensamos, trazem com elas tesouros que nunca pensámos encontrar. Basta-nos saber procurar e aproveitar para fazer da nossa praia o que sempre quisemos que fosse. Mesmo que para isso tenhamos, que por uns tempos, fechar as suas portas.
As minhas, apesar de não ter ocorrido uma catástrofe, apenas uma má maré inesperada, vão permanecer abertas. E continua a haver espaço para que, um dia, o mar me devolva o que me levou, quem sabe de uma outra forma qualquer que ainda não adivinho. Entretanto, vou recolhendo os destroços, plantando novas sementes e reorganizando o meu espaço. Sem me render.

2008/06/30

E, no entanto...

Seria tão mais fácil arrumar-te a um canto, decidir que já não te amo, conseguir odiar-te e esquecer-te de vez. E, no entanto...
"eu sei que vou sofrer
por toda a minha vida vou sofrer
a eterna desventura de viver
à espera de viver ao lado teu
por toda a minha vida."
E, no entanto, de que me serve amar-te se não to posso dizer?

2008/06/06

Again

"To love is to be ready to lose, isn't it? It's not to have, it's not to keep. It's to put someone else's happiness before yours. Isn't that how you should be? So if that person goes a different way, what can you do?"
Tenta-se de novo. Mas sem nunca conseguir fazê-lo da mesma forma. Porque vamos amar essa pessoa para sempre.

"Amar é estar pronto para perder, não é? Não é ter, não é guardar. É pôr a felicidade de alguém à frente da nossa. Não é assim que devemos ser? Por isso, se essa pessoa segue um caminho diferente, que podemos nós fazer?"
The Light of Day, Graham Swift

2008/06/02

Reset

Ontem, em conversa com um amigo, e face aos comentários que ele fez a algumas das minhas atitudes, tomei a devida nota para fazer um reset à minha personalidade. E eis senãoquando, logo de manhã (eu que nem costumo ler o signo pela manhã), dou com isto:

"Today you feel in control and on top of the world. There is nothing you can't do, R. This would be a most auspicious time to begin a new project or undertake a creative endeavor. You can't help but succeed, though you must take care not to get in your own way. Sometimes you can be your own worst enemy. Know that you need only believe in yourself and move confidently in the direction of your dreams in order to make them come true."
Quase inacreditavelmente, é assim que me sinto mesmo. Espero que não seja só hoje.

"Hoje sente que tem o controlo e está no cimo do mundo. Não há nada que não possa fazer, R. Esta é uma altura muito auspiciosa para começar um novo projecto ou levar a cabo um esforço criativo. Só poderá ser bem sucedida, apesar de ter que ter o cuidado de se não se colocar no seu próprio caminho. Às vezes pode ser o seu pior inimigo. Saiba que apenas precisa de acreditar em si própria e mover-se confiantemente na direcção dos seus sonhos para os conseguir tornar realidade."


Classificação


Aparentemente, os parâmetros de avaliação mudaram. Ou não?

Roubado daqui.

2008/05/26

And so it is

Não é fácil o amor melhor seria
Arrancar um braço fazê-lo voar
Dar a volta ao mundo abraçar
Todo o mundo fazer da alegria

O pão nosso de cada dia não copiar
Os gestos do amor matar a melancolia
Que há no amor querer a vontade fria
Ser cego surdo mudo não sujeitar

O amor o destino de cada um não ter
Destino nenhum ser a própria imagem
Do amor pôr o coração ao largo não sofrer

Os males do amor não vacilar ter a coragem
De enfrentar a razão de ser da própria dor
Porque o amor é triste não é fácil o amor

E é assim mesmo. Difícil.

Tirado daqui.

2008/04/14

Impossibilidade

Por mais que dê voltas à cabeça, ainda não percebi como é que se agarra uma coisa que não tem ponta por onde se lhe pegue. Este vai ser um dia difícil.

2007/12/04

Fogo frio

O nevoeiro para lá da montanha feita de telhados ajuda a esconder o resto da cidade que se encosta ao rio, hoje embaciado. Ao canto, as luzes de Santa Maria de Belém iluminam a noite, fazendo-me esquecer o frio que faz na varanda. Eu desço e vou para casa, através da névoa. Gosto da sensação de atravessar este fogo frio.

2007/11/23

Incongruência

Alguém já reparou que 80% benéfico é muito menos relevante que 20% prejudicial? Pois é, somos assim. Quase todos.

2007/10/15

Receita

Gosto dela fria. Acabadinha de descongelar. Aos pedacinhos, para saborear pouco a pouco e, evidentemente, com o tempero certo. Um fio de azeite, uma pitada de salsa bem picadinha, três pedrinhas de flor de sal e, o que não pode faltar, vinagre q.b.. É assim que eu gosto da vingança. Na temperatura certa.

Foto daqui

2007/10/09

Plástica

Chegou há cerca de 15 dias, mais coisa menos coisa. Mas vem diferente, lá isso vem. Possivelmente, de tão agredido pelas recentes manias de climas tropicais e para estar a par do aquecimento do planeta, para não ser desdenhado pelo seu carácter desenfreado, armou-se de falsa coragem e vem, agora, mostrar as maminhas novas qual socialite em decadência. Então, anda por aí a exibir a mudança sob a forma de um sol abrasador, que destoa da sua condição de Outono. Sim, meu caro, com plástica ou não, és o Outono e não tens contigo o tempo livre para se estar à beira-mar o dia inteiro de sumo tropical na mão, apanhando sol no intervalo dos mergulhos. Falta-te a exuberância do verão, como às "plastificadas" falta a energia da idade que pretendem ter. Outono, tu és o princípio de tudo e, com tanta indecisão sobre que aparência ter, estás a atrasar as ventanias, o cheiro das castanhas assadas, as lareiras acesas pela primeira vez, a manta de que temos saudades no sofá. Volta, mas volta como és, e deixa-nos recomeçar.

2007/10/08

Comeback

Tenho saudades disto. Tenho saudades de pegar numa palavra, numa atitude, numa ideia, numa sensação e lançá-la ao mundo para o provocar. Mas, com o espírito com que tenho andado, umas vezes enlevado de paixão, outras angustiado com contradições e incertezas, não queria transformar isto num relambório de lamechices e considerações superficiais que, ao fim de dois dias, vão parar ao cesto dos rascunhos para aí permanecerem ad eternum. E a eternidade, essa, reserva-se aos bons amigos e não sobra, portanto, espaço para indecisões.

Nota: Corri daqui com a tonta da Heidi Klum. Afinal, que tem de mais a criatura ser parecida comigo?

2007/09/19

O que não tem remédio...

Que se faz a um lume que insiste em espevitar sempre que deitamos água na fervura? Corta-se-lhe o gás.

2007/07/12

Silly Season

Algo de profundamente errado se passa a partir do momento em que a minha silly season termina exactamente no dia em que vou de férias e recomeça no momento em que regresso ao trabalho.

2007/06/26

Madrugar

Há bocado estava a ouvi-lo* e agora já não estou. Não sei se era da excitação de ter avistado a presa, se um canto de glória por ter sido o primeiro a lá chegar. O que é certo é que num instantinho, o pássaro se calou. Afinal, madrugar tem as suas vantagens. Excepto para as minhocas, claro.

Foto daqui.

*Ao pássaro madrugador que, por isso, teve direito à minhoca. Ou, como quem diz em estrangeiro,
the early bird gets the worm.

2007/06/08

La folie

"Bonsoir
Ton vehicule n'a pas l'air d'avoir de passager
Peux-tu: Veux tu me recevoir

Sans trop te déranger?

Mes bottes ne feront pas trop d'echos dans ton couloir

Pas de bruit avec mes adieux
Pas pour nous les moments perdus
En attendant un uncertain au-revoir

Parce que-j'ai la folie, oui c'est la folie


Il était une fois un etudiant

Qui voulait fort, comme en litérature

Sa copine, elle était si douce

Qu'il pouvait presque, en la manageant

Rejeter tous les vices
Repousser tou les mals

Détruire toutes beautés
Qui par ailleurs, n'avaient jamais été ses complices
Parce qu'il avait la folie, oui, c'est la folie

Et si parfois l'on fait des confessions

A qui les raconter - même le bon dieu nous a laissé tomber

Un autre endroit, une autre vie
Eh oui, c'est une autre histoire
Mais a qui tout raconter?
Chez les ombres de la nuit?

Au petit matin, au petit gris
Combien de crimes ont été commis

Contre les mensonges et soi disant les lois du coeur
Combien sont la à cause de la folie
Parce qu'ils ont la folie"

Stranglers
Provavelmente, a minha canção favorita. Desde sempre.

2007/06/05

Déjà Vu

Confrontada com a inevitabilidade de mais uma directa, destinada a repetir, esperançosamente, o mesmo trabalho que motivou a anterior saga de 30 horas, resolvi:
— Vou elogiar outro. Afinal, elogiei o T.G. a semana passada, posso fazer o mesmo a outra pessoa, já que a necessidade de me dedicar ao trabalho me provoca uma inexplicável vontade de fazer tudo menos o dito.
Pois bem, entretanto passei pelo Diário e fiquei com uma irresistível vontade de comer grelos. Só mesmo para conseguir ver este ritmo de uma outra perspectiva.

Outros bloggers dignos de mérito: vão ter que ficar à espera.

2007/05/29

pspsssspss....

E pronto, são 12:36 e ainda aqui estou. De olho aberto, mas pouco.

P.P.S.

Porra! São oito da manhã e continuo a não ver o fim à coisa! Nem à coisa nem sequer, daqui a pouco, a nada de nada.

P.S.

Desculpem qualquer coisinha. São quase 4 da manhã, ainda estou a trabalhar e não vejo o fim à coisa. Aliás, não estou a trabalhar; estou, como de costume, à espera que os outros se despachem para poder continuar com o meu. Fuck!

Obrigada

Chateiam-me os blogues que não têm disponível nenhum e-mail de contacto, conveniente anónimo. É que eu queria (e desde há muito tempo que quero) de elogiar o T.G. do Diário e não consigo (sem ter que o fazer aqui, tão declaradamente, porque soa-me sempre a graxa). Era mesmo só para o elogio, sem pretensões de retribuição, nem a nível de agradecimento, nem de reconhecimento das parcas qualidades do meu semi-abandonado blogue. Era só mesmo para reconhecer que me parto a rir com o humor descabido, chauvinista, machista, infinitamente negro da criatura. E, também, para lhe contar que, para me fazer rir mais que ele, só o comentário de uma barbie que eu conheço, génio possuidor do grau de inteligência concedida a tal tipo de boneca (a qual não lhe permite ir além do significado imediato de uma palavra) quando li em voz alta algumas frases do seu último post: “Chego de um casamento. Com mais dois quilos de adiposidade e uma depressão que, para ser sanada, obrigará a outros tantos em cima. É que isto de ver gente nova, casada, fértil, próspera, feliz e com vida sexual obriga-me a pôr a minha vida em perspectiva. E não há nada mais deprimente do que me ver em perspectiva. Até porque a minha perspectiva é esta: a minha vida é uma merda. Sou infeliz e sem vida sexual (pleonasmo).” O mesmo foi: — E achas graça a isso? Eu não gostava nada de ouvir a minha filha dizer, aos vinte e tal anos, que tem uma vida sexual infeliz. Pessoas como essa só trazem o mal ao de cima.”
A mim, não.

São oito e meia da manhã e começo a chegar à conclusão de que deve haver aqui coisas que não fazem sentido. Mas que se lixe. O T.G. não passa a ser ainda mais misógino (que deve ser o verdadeiro problema dele) só por causa disto. E eu também já estou habituada à crítica. Mesmo a destrutiva.

2007/05/22

Inconveniências

Há por aí muitas coisas intragáveis, repugnantes mesmo, mas não deve haver nada tão difícil de engolir como uma verdade inconveniente. É que fica mesmo ali, atravessadinha na garganta. Que dor!

2007/05/02

Cadelices

Voltando às dentadas nas canelas, há essencialmente duas formas de enfrentarmos as nossas fraquezas: tentar ultrapassá-las, aprendendo, limando as arestas e evoluindo, ou dissimulando-as através de subterfúgios que, bem utilizados, diminuem a sua relevância. Sinceramente, prefiro a primeira e, se me queixo, é porque alguém usou da segunda e ainda tenho marcas dos dentinhos.

Cuidado com o cão II

Isto de se passar o tempo a pensar no cão com quem nos deitamos tem os seus inconvenientes: esquecemo-nos muitas vezes das cadelas que nos rodeiam e que, à mínima oportunidade, nos mordem as canelas. Arre!

Foto daqui.

2007/04/12

Comidinha

De uma vez por todas, espero que quem diz "fazer o comer" ou "o comer está na mesa", perceba que, se se dissesse mesmo assim, o seguinte não seria possível, podendo levar inclusivamente a desavenças familiares graves:
“Quando o Pai de manhã ouviu a filha vomitar, ficou preocupado e perguntou à mulher:
— Foi comida?
— Foi, mas vai casar...”
Exemplificando:
“Quando o Pai de manhã ouviu a filha vomitar, ficou preocupado e perguntou à mulher:
— Foi comer?
— Não, foi vomitar, estúpido.”

2007/04/11

Pobreza

Pior que um pobre de espírito é um pobre pobre de espírito, que não percebe que enquanto cumprir na perfeição o seu papel de lacaio está no caminho certo para continuar a ser apenas isso. E só isso.

2007/03/20

Estou mas não estou

Ando arredada, pois. Ando na lua, também, e de vez em quando passo pela terra, num desvario ansioso de voltar a entrar em órbita. São assim os meus dias, distantes das noites em que me perco num sonho real. Mas, entre muitas outras, há uma coisa extremamente boa: as afrontas do dia-a-dia já não me fazem mossa. E vou vivendo assim, de sorriso em sorriso, de palavra em palavra. E é bom.

2007/03/05

Cuidado com o cão

Em português costuma dizer-se que quem se mete com miúdos acorda mijado (o que não deixa de ser verdade), mas novamente os ingleses presenteiam-nos com uma expressão muito mais abrangente e exactamente com o mesmo significado: If you lie down with dogs, you'll rise up with fleas*. Ou seja, é preciso escolher bem o cão com quem nos deitamos.

*Se te deitares com cães, acordas com pulgas.
Foto daqui.

2007/02/19

E é só isto que importa

E em resposta a um desafio da Hipatia, aqui fica um dos meus posts preferidos, até porque a primavera tarda e eu ainda não tenho o que quero:

Era só isso

Era só isso. Um atrasar de passo, que os teus são mais longos que os meus, um parares ao pé de mim, exactamente ali, naquela esquina. E, sem eu te dizer, perceberes porquê. Tu saberes que eu não resisto ao apelo da terra, tu entenderes que eu preciso de parar para absorver as coisas, para as tornar minhas. Saberes que preciso de ir devagar para levar os cheiros, as cores, os gestos, os pormenores comigo. Tu saberes que me demoro a olhar a sombra do meu pé antes de o pousar no chão, a contar com os olhos os tufos de flores rebeldes no relvado cuidado do jardim, elas que se recusam a não florir ali, e que são como eu, que não me resigno. Tu saberes qual é a minha cor de céu preferida e que é aquela do fim do dia, um azul meio turquesa, meio petróleo, e Vénus a piscar para mim, às vezes a lua já a espreitar. Tu saberes que gosto do teu braço à minha volta, e de encostar a cabeça a ti enquanto caminhamos. E tu parares comigo ali, naquela esquina, de uma rua qualquer, a sentir o primeiro cheiro da primavera num fim de tarde de Março, para o levarmos connosco para casa. A nossa casa. Era só isso, era só isso que eu queria.

2007/02/15

É hoje, é hoje.

Nas nossas vidas, precisamos de pessoas assim. Que dão, que compreendem, que estão, que nos recebem sempre de braços abertos, mesmo que seja num só telefonema. Que são simples, embora se afirmem complicadas. Que sabem quais são os valores essenciais e não precisam de se perder em teorias alheias para encontrar o sentido da vida. Que vivem, e pronto. Que não nos exigem mais do que somos para estarem do nosso lado, ao nosso lado.
Ela faz anos hoje e não resisto, mesmo antes de falar com ela, a elogiá-la publicamente. Parabéns, môri!

2007/02/09

Boooooommmmmmmm!

Querem relógios ou água? Lisa ou com gás? Muito ou pouco carbonatada? É que depois de horas sem fim a ler e escrever sobre medicamentos, águas, índices glicémicos e tantas outras coisas (de que o cansaço mental já não me deixa lembrar), eu estou quase sem capacidade para vir aqui "postar".
A verdade é que ando cheia de ideias, mas não consigo pô-las no papel. De projectos cujos primeiros passos não consigo sequer pensar em começar a pôr em prática. De promessas à minha sobrinha que não arranjo tempo para cumprir. De fins de semana que também são princípios porque se começa a trabalhar logo ao domingo. Ou se tem só este para descansar. (Já no próximo, é deitar a água fora e acabar de dar corda ao relógio, num tiquetaque infernal de bomba prestes a explodir.)
Ai querem que eu escreva? Eu também quero. E também quero não trabalhar todos os dias das 10 às 20:30 ou mais sem receber mais por isso. Ter fins de semana completos. A certeza de que posso combinar alguma coisa e cumprir, mesmo se não chegar à hora exacta. Ter a cabeça arejada para me poder divertir e pensar em mim. Para tratar de mim. Para gostar de mim – porque neste momento começo a não gostar de uma pessoa que come e cala, que aceita tudo sem questionar, que assiste a injustiças umas atrás das outras sem reagir e que deixa o tempo correr sem perceber que ele passa. E tempo, novamente, lembra-me relógios. Que são já no próximo domingo. Para segunda. Tiquetaque. Tiquetaque. Tiquetaque. Tiquetaque. Até rebentar.
Boooooommmmmmmm!

Foto daqui.

2007/02/01

Ausência

E ela diz que eu tenho andado esquiva. Com uma certa razão, porque as minhas passagens por aqui têm sido curtas ou, então, aproveitamentos de sobras à laia de roupa velha em dia de Natal. Um dos motivos é muito simples: o frio, que me afasta deste teclado até para conversar. Não aguento esta friagem (neste momento tenho as mãos a enregelar e o corpo começa a tremer-me de frio apesar das três camadas de roupa, que incluem uma camisola de malha polar), e até já houve quem assistisse a alguém de camisola de lã+pijama+manta enrolada num sofá dentro de uma casa num clima moderadíssimo por alturas da passagem de ano (mas que parece não se lembrar).
Outro motivo é o cansaço, que se deve não só ao excesso de trabalho (desde que vim de férias tive direito a um fim de semana completo para descansar, porque tive que trabalhar sábados e domingos depois de uma série de noitadas durante a semana) como também a uma anestesia geral*, que acaba por nos deixar igualmente exaustos.
Finalmente, os motivos de inspiração resumem-se a disparates tão grandes, tão grandes que seria patético e até talvez perigoso estar aqui a relatar o que me tem zurzido os ouvidos, já sem dizer que podia correr o risco de ter alguém a dizer que tenho um blogue que é só fel.
Enfim, quando as temperaturas amainarem, estarei de volta com mais regularidade. Até lá, vou tentar manter presença sempre que tal se justificar.
Entretanto, ando entretida** a pensar no presente que hei-de encomendar ao coelhinho da Páscoa, desta vez com mais tempo, porque depois da desilusão do Natal passado, está mais que provado que o senhor das barbas brancas e das renas não existe. Só existem designers que acham que tablóide quer dizer tabuleiro***.

*Nada de grave, está tudo bem, só não estou pronta para outra porque não me apetece mais nenhuma.
**Não é erro, é propositado.
*** Não resisti a uma pitadinha de veneno (ou o tal do fel).

2007/01/30

Repescado

E porque o frio, as circunstâncias e muitas outras coisas me têm afastado das palavras que por aqui costumo deixar, fui repescar um dos meus primeiros textos, dos idos de 2003.

O Verbo "Dever De"

Confrontada com exemplos intermináveis da forma como os portugueses usam a língua-mãe, esquecendo que a mãe é mesmo para respeitar, por muito galinha, chata, pespinenta, exigente e outras coisas que tais que possa ser, concedo-me a imodéstia de sugerir uma forma de conjugar o novíssimo verbo "Dever de". Assim sendo, proponho as seguintes formas para o presente do indicativo do mesmo:

Eu devo de ser doida
Tu deves de ser parvo
Ele deve de estar maluco
Nós devemos de ser idiotas
Vós deveis de ser uns asnos
Eles devem de ser uns broncos

Posto isto, aqui vai um post.

2007/01/19

Para quem tem pressa


E principalmente para a minha amiga uxka, que graças a mim percebeu muito do fascínio por trás da bela da maçã. Como eu (e muitos outros), deve estar mortinha por deitar as mãos a uma coisa destas. Ó se deve.

Exercício

Sentadas numa esplanada na Praça do Giraldo, em Évora, no final de Outubro, sem nada para fazer se não tentar descobrir um sítio para almoçar (porque o local eleito estava inexplicavelmente fechado para descanso em dia de turistas), a minha amiga pega na caneta, olha em volta e faz uma lista de palavras:


Alfazema

Tranquilidade
Legado
House
Mercadores
Portugal

Tomada de Passageiros
Mundial
Propriedade
Pio
Excepto




A seguir, diz-me:

— Agora, escreve um te
xto com isto tudo.

Cerca de um quarto de hora mais tarde, o resultado foi este:

Praça do Giraldo
O toque pio dos sinos da igreja ordenava o ritmo dos passageiros, que com tranquilidade abandonavam a praça, deixando aquele legado do património mundial.
Agora propriedade de Portugal, a “house” fora antes tomada por mercadores de alfazema e rescendia ainda ao seu aroma simples e persistente, excepto quando se lhe sobrepunha a fragrância a chá verded acabado de preparar.

Alguém quer repetir o exercício?

2007/01/11

O livro

Era só um desafio, entre outros que já aceitei. Desta vez não demorei e ganhei uma página neste livro. Para lerem o meu texto, conhecerem melhor o projecto do António Rosa, saberem quem são os outros autores ou para encomendas, sigam este link e visitem o blogue do livro.

2007/01/02

Conselho de Ano Novo

Não empurres a tua sorte*. Ela pode cair e arrastar-te com ela.
.
.
*Do inglês don't push your luck, que é como quem diz não abuses da sorte.

2006/12/31

Say Goodbye and Say Hello

Não me vou pôr aqui a falar de 2006 ou do que aconteceu ou deixou de acontecer, nem de 2007 e do que espero que venha a acontecer. Primeiro, porque as águas já passaram e nada se repete; em segundo, porque por mais que definamos um traçado, há-de haver sempre um estupor dum imprevisto a atravessar-se no caminho para nos fazer sentir traídos no que planeámos. Por isso, vou deixar correr os dias, sabendo à partida que o sabor do sumo que conseguir tirar deles só depende de mim e do que souber fazer com ele. Por agora, digo adeus a 2006, e preparo-me para dizer olá a 2007. Que venha, eu estou cá para ver.

2006/12/30

Ao longe

Estou do lado de cá desta vista, e vou começar o ano assim. Não me importam as quase 2 horas de atraso do avião, a sande a saber a frigorífico, as duas horas de sono depois de conseguir fazer as malas, a família de patos-bravos que estava atrás de mim na fila do check-in, que achava que o número de voo era igual ao número do avião e que se sentiu desconfiada por A320 ser muito diferente de TP587 mas vamos lá que se faz tarde - cheguei e vou ficar uma semana. Até já.

2006/12/24

Feliz Natal

Que brilhe amanhã, depois e para sempre. Feliz Natal a todos.

2006/12/20

Trambolhão

Quando se salta para as conclusões*, o mais provável é espalharmo-nos ao comprido.

*Do inglês jump into conclusions, que é como quem diz fazer juízos precipitados.

2006/12/16

Lógica Profissional

O frio que vem da janela aqui mesmo ao lado só vem provar que as empresas não são feitas para se trabalhar à noite.

Umbigos

Há quem tenha um umbigo tão grande, tão grande que dentro dele cabem as atitudes de todo o universo.

2006/12/12

Querido Pai Natal

Se é que existes (e se ainda for a tempo), este é o meu pedido para este ano. Vá, não digas que sou esquisita, porque destes todos só quero um. Qualquer que seja.

2006/12/05

Solução

Quando é humanamente impossível, a solução é ser desumano.

2006/12/04

Contra a Corrente

Já me tramaram. Ou pelo menos pensam que sim, porque até me pediram desculpa. Pronto, eu respondo, não me custa nada, mas como não tenho que fazer tudo o que me pedem, esta corrente vai contra a corrente e fica por aqui. Agora quem te pede desculpa sou eu, mas não tenho nada que ver com a roupa interior do outro senhor, quem quer que ele seja.

1 - ALTURA:
Precisamente 1625mm.
2 - QUE SAPATOS ESTÁS A USAR?
Não são sapatos, são botas.
3 - MEDO?
Das alturas, por causa das vertigens. Do escuro, se estiver no meio de uma multidão. Simplesmente, entro em pânico.
4 - OBJECTIVOS A ALCANÇAR:
Bem, se já plantei várias árvores, acho que falta o resto. Entretanto, vou tentando ser feliz. E fazer os outros felizes.
5 - FRASE QUE MAIS USAS NO MESSENGER?
Não faço a mínima ideia. Nunca pensei nisso.
6 - MELHOR PARTE DO CORPO?
Os ombros. Os pés. As mãos.
7 - PALAVRÕES?
Uma vezes, de vez em quando. Outras, mesmo muitas vezes. Todos e com todas as letras.
8 - LADO DA CAMA?
Fico precisamente ao meio, mas estou disposta a ceder um cantinho.
9 - TOMAS BANHO TODOS OS DIAS?
Olha que ideia mais estranha.
10 - GOSTAS DE TOALHAS QUENTES?
Para quê? Onde? De paninhos quentes e meias medidas não gosto.
11 - URSINHOS DE PELÚCIA?
Só se forem de carne e osso, falarem e, obviamente, fizerem outras coisas. Mas confesso que não gosto muito de pêlo.
12 - ACREDITAS EM TI MESMO?
Faço questão.
13 - DÁS-TE BEM COM OS TEUS PAIS?
Depende do que for dar bem.
14 - GOSTAS DE TEMPESTADES?
Muito. Da minha cama, na posição deitado, incrivelmente só se vê céu. E sabe mesmo bem estar ali aninhada a admirá-las.
15 - DESPORTO?
Tudo o que meta água. E lençóis.
16 - PASSATEMPOS E HOBBIES?
Escrever. Ler. Escrever. Ler. Escrever. Ler. Ver o Dr. House, o CSI, o 24, a Anatomia de Grey em doses maciças.
17 - FOBIAS E MANIAS?
Apenas o tal pânico quando falta a luz e estou no meio de uma multidão. Luzes brancas intermitentes, provavelmente pelo mesmo motivo.
18 - QUANTAS VEZES O TEU NOME JÁ APARECEU NOS JORNAIS?
Uma. Tinha 6 ou 7 anos. Já não é mau de todo.
19 - CICATRIZES NO CORPO?
Que tal uma centopeia a trepar do umbigo para cima?
20 - DE QUE TE ARREPENDES DE TER FEITO?
Só me arrependo de não ter feito/dito algumas coisas. E vai daí, talvez nem isso.
21 - COR FAVORITA?
Uns dias sim, outros dias não, é como calhar.
22 - UM LUGAR ONDE NUNCA ESTIVESTE E GOSTAVAS DE IR?
Austrália. Nova Zelândia. Japão. Malásia. Polinésia.
23 - MANHÃS OU NOITES?
Pela noitinha é bom, mas de manhã também não se diz que não.
24 - O QUE TENS NOS BOLSOS?
Um telemóvel.
25 - QUE FARIAS SE FOSSES PRIMEIRO-MINISTRO?
Não faço promessas que não posso cumprir.
26 - SE GANHASSES O EUROMILHÕES QUE FARIAS AO DINHEIRO?
Se ganhasse o Euromilhões só dizia à família. O resto é surpresa.
27 - SE TE CAÍSSE NAS MÃOS A LÂMPADA DE ALADINO O QUE FARIAS? QUE DESEJOS PEDIRIAS?
Um Aladino só para mim. Com tapete mágico incluído.
28 - SE O MUNDO ACABASSE HOJE ÀS 23h59m QUE FARIAS ATÉ LÁ?
Apenas o que realmente me apetecesse.
29 - SE TIVESSES UM FILHO SEM SABER COMO, SEM RAZÃO NENHUMA, QUE FARIAS?
Que raio de pergunta é esta?
30 - SE O TEU FILHO/FILHA UM DIA TE DISSESSE QUE QUERIA SER ADVOGADO/A OU POLÍTICO/A, COMO REAGIRIAS?
Da mesma forma que se me dissesse que queria ser coveiro/a ou varredor/a.