2008/08/04
Perfeição
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segunda-feira, agosto 04, 2008
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Etiquetas: CUIDADO COM O CÃO
2008/08/01
Wishful Thinking
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sexta-feira, agosto 01, 2008
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2008/07/31
Tudo o que é de mais
enjoa. Ou não. Apesar de um abuso poder ter consequências menos agradáveis, como passar um domingo de rastos no sofá (pronto, a ressacar, eu confesso), há coisas de que nunca nos fartamos. É por isso que já tenho as limas lá em casa. Só faltam os convidados. E uma semana para ir de férias.Foto daqui.
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quinta-feira, julho 31, 2008
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Sushi, baby, sushi
Já não me lembro de quando foi a primeira vez, mas ainda nem sequer era moda. Foi no Bairro, na Rua da Rosa, sentada no chão como manda a tradição. Confesso que na altura só gostei mesmo das lulas, finíssimas e com um molho divinal que disfarçava qualquer aroma mais intenso a mar. Mais tarde, nova tentativa e nova constatação de que não gostava mesmo. Solução: optar pelos pratos cozinhados e tentar evitar perceber que os vizinhos do lado estavam a engolir fatias de peixe cru.Mas o tempo é assim, e a insistência acaba por compensar. Há dois anos, mais ou menos, no aniversário de uma amiga, a alternativa ao sushi era... sushi. E foi aí que me apaixonei por estes rolinhos de arroz gelatinoso e avinagrado, recheados com peixe cru ou com vegetais e enrolados em pestilentas algas verdes. Que se mergulham em molho de soja e temperam com wasabi, de fazer trepar os incautos pelas paredes. Cujo sabor se vai cortando com pickles de sabonete cor-de-rosa, ou gengibre para as pessoas normais.
Hoje, ao jantar, para compensar o abuso de polvo bem português do almoço, vou-me vingar no japonês, regado com algum sake e uma grande dose de boa conversa. O Verão dá cabo de mim.
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quinta-feira, julho 31, 2008
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O Verão
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quinta-feira, julho 31, 2008
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2008/07/30
Traveling light
Não sei viajar com pouca bagagem. Nunca consigo decidir o que é supérfluo e o que não é, e acabo por levar atrás de mim uma mala pesadíssima para onde quer que vá.Por outro lado, tem que ver com aquele ligeiro sentimento de perda que desde sempre se apodera de mim algum tempo antes da partida, que me faz sentir saudades ainda antes de sair a porta. E então, perco o meu tempo a despedir-me do que é meu, para deixar a certeza de que também voltarei, e a escolher alguns objectos eleitos para me acompanharem.
Desta vez, terei que deixar a bagagem mais importante para trás ou não terei tranquilidade. Custou-me decidir isto tanto quanto das outras vezes, ou até ainda mais, porque não tenho qualquer certeza do que deixo, muito menos do que encontrarei quando voltar, na prateleira onde o arrumei.
Desta vez, levo comigo um imenso vazio.
Foto daqui.
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quarta-feira, julho 30, 2008
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2008/07/29
Onde
é que eu vou este ano? Onde me levam os dias inúteis de férias, já que os de trabalho são úteis? Daqui a pouco mais de 8 desses dias, deixarei para trás a rotina dos dias de um trabalho que nada tem de rotineiro para sair por aí, num caminho que não inclui as cidades que ainda não conheci, uma viagem por um país encantado ou a semana ao sol banhada por refrescantes e animadoras caipirinhas. Há-de me valer o reviver de bons tempos em boa companhia. Hão-de valer-me os meus livros e a minha máquina fotográfica. E hão-de valer-me os sonhos que sei que um dia realizarei.
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terça-feira, julho 29, 2008
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2008/07/28
Flowing
Ontem aprendi que o amor é como um rio. Temos que o deixar fluir, compreender que nós somos pedras que rolam no seu curso, seja este calmo ou tortuoso, e que, com o passar do tempo, vamos ficando redondas, sem arestas, e cada vez mais parecidas. E, no entanto, como descobrir, no meio das pedras todas, aquela que fará connosco a travessia até ao mar? E, se a descobrimos, e ela fica pelo caminho ou, ainda, decide mudar de rumo? E eu, seixo que me moldei a outro seixo, num curto percurso apressado, que faço eu sozinha e desgastada? Como me poderei moldar a outro se já nada tenho para limar?Foto daqui.
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segunda-feira, julho 28, 2008
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2008/07/25
Inside
"Não podes fechar a tua porta àquilo que já entrou."
"You can't lock your door against what's already inside "
Foto daqui.
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sexta-feira, julho 25, 2008
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2008/07/22
If in doubt
2) "Um cobarde é incapaz de exibir amor; essa é uma prerogativa dos corajosos."
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terça-feira, julho 22, 2008
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2008/07/21
Ricochete
Segundo Buddha, “Agarrarmo-nos à ira é como pegar num pedaço de carvão em brasa com a intenção de o atirar a alguém; somos nós que nos queimamos.” Que é como quem diz, quando se está de mal com alguém, o melhor a fazer é atirar amor, pois se fizer ricochete, não nos magoará ao atingir-nos. Que é como quem diz, ou estou a ficar mole, ou deve ser da idade.
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segunda-feira, julho 21, 2008
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Etiquetas: CUIDADO COM O CÃO, DEVANEIOS
2008/07/17
Não receies
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quinta-feira, julho 17, 2008
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2008/07/16
Vazio
"La douleur, c'est le vide."
"A dor é o vazio."
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quarta-feira, julho 16, 2008
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Move On
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quarta-feira, julho 16, 2008
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2008/07/15
Candlelit Dinner
Hmmm.. uma surpresa, ontem, ao chegar a casa. À porta, à minha espera. A notícia. Hoje vai ser diferente. Subir as escadas, degrau a degrau, depressa, para não perder mais tempo. Enfiar-me na cozinha, a fome e a ânsia, juntas. Entretanto, encher a casa de velas, para o ambiente. Uma olhada ao fogão, enquanto se põe a mesa e se abre o vinho, para ir bebendo enquanto se cozinha. Um último telefonema.Do outro lado, a pergunta:
— É com o…?
E eu, com uma gargalhada:
— Não, não. Isso queria eu. É só comigo, como de costume. Não há luz.
Felizmente, houve luar.
Foto daqui.
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terça-feira, julho 15, 2008
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2008/07/11
Ou então
Deve ser do dia. Quero que seja só do dia. Esta angústia deve resultar deste tempo abafado, deste tecto de nuvens indecisas, de um cinza-esbranquiçado, aqui tão perto que só deixa ver o azul em rasgões pontuais, lá do outro lado do rio.Eu sei que não é o tempo. E desta vez não é a saudade. Nem tu. Nem a tua ausência. É o ter chegado ao limite e saber que, ao rebentar, vou levar tudo à frente. Até o que não quero. E isso não.
E então.
Tu aqui, ao meu lado. Sem estares, mas estando.
— Calma. Não faças nada. Eu estou aqui.
E eu saber que não deixas que o faça, apenas porque eu não faço por tu achares que não devo. E tu é que sabes. Eu sei.
Foto daqui
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sexta-feira, julho 11, 2008
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Porque foste
Porque foste na vida a última esperança
Encontrar-te me fez criança
Porque já eras meu, sem eu saber sequer
Porque és o meu homem, e eu tua mulher
Porque tu me chegaste
Sem me dizer que vinhas
E tuas mãos foram minhas com calma
Porque foste em minh'alma como um amanhecer
Porque foste o que tinha de ser
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2008/07/10
Bliss
E sabia que, mesmo que o fizesse não chegaria, pois era tão forte que sufocava.
E tão fraco, todavia, que foi quebrado, num momento só, sem que o perdesse todo.
E agora desço, com a mesma desculpa, mas para ouvir os pássaros, aqueles que nos anunciavam, de madrugada já, que eram horas de nos separarmos e fazer do dia noite.
E volto a sentir, por vezes, sem que o encoraje, esse nó que cresce sem controlo, essa plenitude imensa que me eleva acima dos mortais e me protege de quem não entende como é possível amar assim.
Um sonho, apenas um sonho.
Tu. My bliss.
*Bliss – felicidade suprema; êxtase.
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quinta-feira, julho 10, 2008
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2008/07/09
Experiência
"Experience is not what happens to you. Is what you do with what happens to you."*
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quarta-feira, julho 09, 2008
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2008/07/06
Little Black Dress
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domingo, julho 06, 2008
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2008/07/04
Maré
Há quem sinta que, por vezes, vinda do nada, abater-se sobre si uma tragédia e, frequentemente, o desespero chega a fazer desejar que a onda o arrastasse também. Para não enfrentar a perda, para não se deparar com a destruição do seu pequeno mundo, da sua praia, enfim, para não ter que reagir. Mas é preciso lembrar que o mar, e a vida com ele, são feitos de ciclos. Se o tsunami se abate sobre nós, sabemos à partida que não ficará para sempre; volta para trás, como qualquer onda, como todas as marés diariamente sobem e descem. E, como os marinheiros, devemos saber aproveitar o bom e o mau de uma e outra. Se não podemos fazer-nos ao mar, descansamos, reparamos as redes e o navio. Noutro dia pescaremos.As minhas, apesar de não ter ocorrido uma catástrofe, apenas uma má maré inesperada, vão permanecer abertas. E continua a haver espaço para que, um dia, o mar me devolva o que me levou, quem sabe de uma outra forma qualquer que ainda não adivinho. Entretanto, vou recolhendo os destroços, plantando novas sementes e reorganizando o meu espaço. Sem me render.
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sexta-feira, julho 04, 2008
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2008/06/30
E, no entanto...
"eu sei que vou sofrerE, no entanto, de que me serve amar-te se não to posso dizer?
por toda a minha vida vou sofrer
a eterna desventura de viver
à espera de viver ao lado teu
por toda a minha vida."
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segunda-feira, junho 30, 2008
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2008/06/06
Again
"To love is to be ready to lose, isn't it? It's not to have, it's not to keep. It's to put someone else's happiness before yours. Isn't that how you should be? So if that person goes a different way, what can you do?"Tenta-se de novo. Mas sem nunca conseguir fazê-lo da mesma forma. Porque vamos amar essa pessoa para sempre.
"Amar é estar pronto para perder, não é? Não é ter, não é guardar. É pôr a felicidade de alguém à frente da nossa. Não é assim que devemos ser? Por isso, se essa pessoa segue um caminho diferente, que podemos nós fazer?"
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sexta-feira, junho 06, 2008
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2008/06/02
Reset
"Today you feel in control and on top of the world. There is nothing you can't do, R. This would be a most auspicious time to begin a new project or undertake a creative endeavor. You can't help but succeed, though you must take care not to get in your own way. Sometimes you can be your own worst enemy. Know that you need only believe in yourself and move confidently in the direction of your dreams in order to make them come true."Quase inacreditavelmente, é assim que me sinto mesmo. Espero que não seja só hoje.
"Hoje sente que tem o controlo e está no cimo do mundo. Não há nada que não possa fazer, R. Esta é uma altura muito auspiciosa para começar um novo projecto ou levar a cabo um esforço criativo. Só poderá ser bem sucedida, apesar de ter que ter o cuidado de se não se colocar no seu próprio caminho. Às vezes pode ser o seu pior inimigo. Saiba que apenas precisa de acreditar em si própria e mover-se confiantemente na direcção dos seus sonhos para os conseguir tornar realidade."
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segunda-feira, junho 02, 2008
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Classificação

Aparentemente, os parâmetros de avaliação mudaram. Ou não?
Roubado daqui.
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segunda-feira, junho 02, 2008
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2008/05/26
And so it is
Não é fácil o amor melhor seria
Arrancar um braço fazê-lo voar
Dar a volta ao mundo abraçar
Todo o mundo fazer da alegria
O pão nosso de cada dia não copiar
Os gestos do amor matar a melancolia
Que há no amor querer a vontade fria
Ser cego surdo mudo não sujeitar
O amor o destino de cada um não ter
Destino nenhum ser a própria imagem
Do amor pôr o coração ao largo não sofrer
Os males do amor não vacilar ter a coragem
De enfrentar a razão de ser da própria dor
Porque o amor é triste não é fácil o amor
E é assim mesmo. Difícil.
Tirado daqui.
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segunda-feira, maio 26, 2008
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2008/04/14
Impossibilidade
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segunda-feira, abril 14, 2008
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Etiquetas: CUIDADO COM O CÃO, DÚVIDAS
2007/12/04
Fogo frio
O nevoeiro para lá da montanha feita de telhados ajuda a esconder o resto da cidade que se encosta ao rio, hoje embaciado. Ao canto, as luzes de Santa Maria de Belém iluminam a noite, fazendo-me esquecer o frio que faz na varanda. Eu desço e vou para casa, através da névoa. Gosto da sensação de atravessar este fogo frio.
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terça-feira, dezembro 04, 2007
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Etiquetas: DEVANEIOS, PRAZEREZINHOS
2007/11/23
Incongruência
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sexta-feira, novembro 23, 2007
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Etiquetas: DEVANEIOS
2007/10/15
Receita
Gosto dela fria. Acabadinha de descongelar. Aos pedacinhos, para saborear pouco a pouco e, evidentemente, com o tempero certo. Um fio de azeite, uma pitada de salsa bem picadinha, três pedrinhas de flor de sal e, o que não pode faltar, vinagre q.b.. É assim que eu gosto da vingança. Na temperatura certa.Foto daqui
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segunda-feira, outubro 15, 2007
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Etiquetas: CUIDADO COM O CÃO, DEVANEIOS, INCORRECTAMENTE POLÍTICO
2007/10/09
Plástica
Chegou há cerca de 15 dias, mais coisa menos coisa. Mas vem diferente, lá isso vem. Possivelmente, de tão agredido pelas recentes manias de climas tropicais e para estar a par do aquecimento do planeta, para não ser desdenhado pelo seu carácter desenfreado, armou-se de falsa coragem e vem, agora, mostrar as maminhas novas qual socialite em decadência. Então, anda por aí a exibir a mudança sob a forma de um sol abrasador, que destoa da sua condição de Outono. Sim, meu caro, com plástica ou não, és o Outono e não tens contigo o tempo livre para se estar à beira-mar o dia inteiro de sumo tropical na mão, apanhando sol no intervalo dos mergulhos. Falta-te a exuberância do verão, como às "plastificadas" falta a energia da idade que pretendem ter. Outono, tu és o princípio de tudo e, com tanta indecisão sobre que aparência ter, estás a atrasar as ventanias, o cheiro das castanhas assadas, as lareiras acesas pela primeira vez, a manta de que temos saudades no sofá. Volta, mas volta como és, e deixa-nos recomeçar.
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terça-feira, outubro 09, 2007
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2007/10/08
Comeback
Nota: Corri daqui com a tonta da Heidi Klum. Afinal, que tem de mais a criatura ser parecida comigo?
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segunda-feira, outubro 08, 2007
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2007/09/19
O que não tem remédio...
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quarta-feira, setembro 19, 2007
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2007/07/12
Silly Season
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quinta-feira, julho 12, 2007
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2007/06/26
Madrugar
Há bocado estava a ouvi-lo* e agora já não estou. Não sei se era da excitação de ter avistado a presa, se um canto de glória por ter sido o primeiro a lá chegar. O que é certo é que num instantinho, o pássaro se calou. Afinal, madrugar tem as suas vantagens. Excepto para as minhocas, claro.Foto daqui.
*Ao pássaro madrugador que, por isso, teve direito à minhoca. Ou, como quem diz em estrangeiro, the early bird gets the worm.
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terça-feira, junho 26, 2007
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Etiquetas: A HARD NIGHT'S DAY, DEVANEIOS
2007/06/08
La folie
Ton vehicule n'a pas l'air d'avoir de passager
Peux-tu: Veux tu me recevoir
Sans trop te déranger?
Mes bottes ne feront pas trop d'echos dans ton couloir
Pas de bruit avec mes adieux
Pas pour nous les moments perdus
En attendant un uncertain au-revoir
Parce que-j'ai la folie, oui c'est la folie
Il était une fois un etudiant
Qui voulait fort, comme en litérature
Sa copine, elle était si douce
Qu'il pouvait presque, en la manageant
Rejeter tous les vices
Repousser tou les mals
Détruire toutes beautés
Qui par ailleurs, n'avaient jamais été ses complices
Parce qu'il avait la folie, oui, c'est la folie
Et si parfois l'on fait des confessions
A qui les raconter - même le bon dieu nous a laissé tomber
Un autre endroit, une autre vie
Eh oui, c'est une autre histoire
Mais a qui tout raconter?
Chez les ombres de la nuit?
Au petit matin, au petit gris
Combien de crimes ont été commis
Contre les mensonges et soi disant les lois du coeur
Combien sont la à cause de la folie
Parce qu'ils ont la folie"
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sexta-feira, junho 08, 2007
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Etiquetas: PRAZEREZINHOS
2007/06/05
Déjà Vu
— Vou elogiar outro. Afinal, elogiei o T.G. a semana passada, posso fazer o mesmo a outra pessoa, já que a necessidade de me dedicar ao trabalho me provoca uma inexplicável vontade de fazer tudo menos o dito.
Pois bem, entretanto passei pelo Diário e fiquei com uma irresistível vontade de comer grelos. Só mesmo para conseguir ver este ritmo de uma outra perspectiva.
Outros bloggers dignos de mérito: vão ter que ficar à espera.
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terça-feira, junho 05, 2007
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2007/05/29
pspsssspss....
E pronto, são 12:36 e ainda aqui estou. De olho aberto, mas pouco.
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terça-feira, maio 29, 2007
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P.P.S.
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terça-feira, maio 29, 2007
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P.S.
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terça-feira, maio 29, 2007
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Etiquetas: A HARD NIGHT'S DAY
Obrigada
A mim, não.
São oito e meia da manhã e começo a chegar à conclusão de que deve haver aqui coisas que não fazem sentido. Mas que se lixe. O T.G. não passa a ser ainda mais misógino (que deve ser o verdadeiro problema dele) só por causa disto. E eu também já estou habituada à crítica. Mesmo a destrutiva.
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terça-feira, maio 29, 2007
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2007/05/22
Inconveniências
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terça-feira, maio 22, 2007
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Etiquetas: CUIDADO COM O CÃO
2007/05/02
Cadelices
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quarta-feira, maio 02, 2007
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Cuidado com o cão II
Isto de se passar o tempo a pensar no cão com quem nos deitamos tem os seus inconvenientes: esquecemo-nos muitas vezes das cadelas que nos rodeiam e que, à mínima oportunidade, nos mordem as canelas. Arre!Foto daqui.
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quarta-feira, maio 02, 2007
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Etiquetas: CUIDADO COM O CÃO
2007/04/12
Comidinha
“Quando o Pai de manhã ouviu a filha vomitar, ficou preocupado e perguntou à mulher:Exemplificando:
— Foi comida?
— Foi, mas vai casar...”
“Quando o Pai de manhã ouviu a filha vomitar, ficou preocupado e perguntou à mulher:
— Foi comer?
— Não, foi vomitar, estúpido.”
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quinta-feira, abril 12, 2007
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2007/04/11
Pobreza
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quarta-feira, abril 11, 2007
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Etiquetas: INDIGNAÇÕES
2007/03/20
Estou mas não estou
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terça-feira, março 20, 2007
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2007/03/05
Cuidado com o cão
Em português costuma dizer-se que quem se mete com miúdos acorda mijado (o que não deixa de ser verdade), mas novamente os ingleses presenteiam-nos com uma expressão muito mais abrangente e exactamente com o mesmo significado: If you lie down with dogs, you'll rise up with fleas*. Ou seja, é preciso escolher bem o cão com quem nos deitamos.*Se te deitares com cães, acordas com pulgas.
Foto daqui.
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segunda-feira, março 05, 2007
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Etiquetas: CUIDADO COM O CÃO
2007/02/19
E é só isto que importa
Era só isso
Era só isso. Um atrasar de passo, que os teus são mais longos que os meus, um parares ao pé de mim, exactamente ali, naquela esquina. E, sem eu te dizer, perceberes porquê. Tu saberes que eu não resisto ao apelo da terra, tu entenderes que eu preciso de parar para absorver as coisas, para as tornar minhas. Saberes que preciso de ir devagar para levar os cheiros, as cores, os gestos, os pormenores comigo. Tu saberes que me demoro a olhar a sombra do meu pé antes de o pousar no chão, a contar com os olhos os tufos de flores rebeldes no relvado cuidado do jardim, elas que se recusam a não florir ali, e que são como eu, que não me resigno. Tu saberes qual é a minha cor de céu preferida e que é aquela do fim do dia, um azul meio turquesa, meio petróleo, e Vénus a piscar para mim, às vezes a lua já a espreitar. Tu saberes que gosto do teu braço à minha volta, e de encostar a cabeça a ti enquanto caminhamos. E tu parares comigo ali, naquela esquina, de uma rua qualquer, a sentir o primeiro cheiro da primavera num fim de tarde de Março, para o levarmos connosco para casa. A nossa casa. Era só isso, era só isso que eu queria.
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segunda-feira, fevereiro 19, 2007
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2007/02/15
É hoje, é hoje.
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quinta-feira, fevereiro 15, 2007
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2007/02/09
Boooooommmmmmmm!
Querem relógios ou água? Lisa ou com gás? Muito ou pouco carbonatada? É que depois de horas sem fim a ler e escrever sobre medicamentos, águas, índices glicémicos e tantas outras coisas (de que o cansaço mental já não me deixa lembrar), eu estou quase sem capacidade para vir aqui "postar".Ai querem que eu escreva? Eu também quero. E também quero não trabalhar todos os dias das 10 às 20:30 ou mais sem receber mais por isso. Ter fins de semana completos. A certeza de que posso combinar alguma coisa e cumprir, mesmo se não chegar à hora exacta. Ter a cabeça arejada para me poder divertir e pensar em mim. Para tratar de mim. Para gostar de mim – porque neste momento começo a não gostar de uma pessoa que come e cala, que aceita tudo sem questionar, que assiste a injustiças umas atrás das outras sem reagir e que deixa o tempo correr sem perceber que ele passa. E tempo, novamente, lembra-me relógios. Que são já no próximo domingo. Para segunda. Tiquetaque. Tiquetaque. Tiquetaque. Tiquetaque. Até rebentar. Boooooommmmmmmm!
Foto daqui.
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sexta-feira, fevereiro 09, 2007
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2007/02/01
Ausência
Outro motivo é o cansaço, que se deve não só ao excesso de trabalho (desde que vim de férias tive direito a um fim de semana completo para descansar, porque tive que trabalhar sábados e domingos depois de uma série de noitadas durante a semana) como também a uma anestesia geral*, que acaba por nos deixar igualmente exaustos.
Finalmente, os motivos de inspiração resumem-se a disparates tão grandes, tão grandes que seria patético e até talvez perigoso estar aqui a relatar o que me tem zurzido os ouvidos, já sem dizer que podia correr o risco de ter alguém a dizer que tenho um blogue que é só fel.
Enfim, quando as temperaturas amainarem, estarei de volta com mais regularidade. Até lá, vou tentar manter presença sempre que tal se justificar.
Entretanto, ando entretida** a pensar no presente que hei-de encomendar ao coelhinho da Páscoa, desta vez com mais tempo, porque depois da desilusão do Natal passado, está mais que provado que o senhor das barbas brancas e das renas não existe. Só existem designers que acham que tablóide quer dizer tabuleiro***.
*Nada de grave, está tudo bem, só não estou pronta para outra porque não me apetece mais nenhuma.
**Não é erro, é propositado.
*** Não resisti a uma pitadinha de veneno (ou o tal do fel).
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quinta-feira, fevereiro 01, 2007
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2007/01/30
Repescado
O Verbo "Dever De"
Eu devo de ser doida
Tu deves de ser parvo
Ele deve de estar maluco
Nós devemos de ser idiotas
Vós deveis de ser uns asnos
Eles devem de ser uns broncos
Posto isto, aqui vai um post.
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terça-feira, janeiro 30, 2007
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2007/01/19
Exercício

Alfazema
Tranquilidade
Legado
House
Mercadores
Portugal
Tomada de Passageiros
Mundial
Propriedade
Pio
Excepto
A seguir, diz-me:
— Agora, escreve um texto com isto tudo.
Cerca de um quarto de hora mais tarde, o resultado foi este:
O toque pio dos sinos da igreja ordenava o ritmo dos passageiros, que com tranquilidade abandonavam a praça, deixando aquele legado do património mundial. Agora propriedade de Portugal, a “house” fora antes tomada por mercadores de alfazema e rescendia ainda ao seu aroma simples e persistente, excepto quando se lhe sobrepunha a fragrância a chá verded acabado de preparar.
Alguém quer repetir o exercício?
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sexta-feira, janeiro 19, 2007
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2007/01/11
O livro
Era só um desafio, entre outros que já aceitei. Desta vez não demorei e ganhei uma página neste livro. Para lerem o meu texto, conhecerem melhor o projecto do António Rosa, saberem quem são os outros autores ou para encomendas, sigam este link e visitem o blogue do livro.
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quinta-feira, janeiro 11, 2007
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2007/01/02
Conselho de Ano Novo
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terça-feira, janeiro 02, 2007
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2006/12/31
Say Goodbye and Say Hello
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domingo, dezembro 31, 2006
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2006/12/30
Ao longe
Estou do lado de cá desta vista, e vou começar o ano assim. Não me importam as quase 2 horas de atraso do avião, a sande a saber a frigorífico, as duas horas de sono depois de conseguir fazer as malas, a família de patos-bravos que estava atrás de mim na fila do check-in, que achava que o número de voo era igual ao número do avião e que se sentiu desconfiada por A320 ser muito diferente de TP587 mas vamos lá que se faz tarde - cheguei e vou ficar uma semana. Até já.
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sábado, dezembro 30, 2006
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2006/12/24
2006/12/20
Trambolhão
*Do inglês jump into conclusions, que é como quem diz fazer juízos precipitados.
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quarta-feira, dezembro 20, 2006
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2006/12/16
Lógica Profissional
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sábado, dezembro 16, 2006
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Umbigos
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sábado, dezembro 16, 2006
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2006/12/12
Querido Pai Natal
Se é que existes (e se ainda for a tempo), este é o meu pedido para este ano. Vá, não digas que sou esquisita, porque destes todos só quero um. Qualquer que seja.
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terça-feira, dezembro 12, 2006
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2006/12/05
Solução
Quando é humanamente impossível, a solução é ser desumano.
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terça-feira, dezembro 05, 2006
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2006/12/04
Contra a Corrente
Já me tramaram. Ou pelo menos pensam que sim, porque até me pediram desculpa. Pronto, eu respondo, não me custa nada, mas como não tenho que fazer tudo o que me pedem, esta corrente vai contra a corrente e fica por aqui. Agora quem te pede desculpa sou eu, mas não tenho nada que ver com a roupa interior do outro senhor, quem quer que ele seja.
1 - ALTURA:
Precisamente 1625mm.
2 - QUE SAPATOS ESTÁS A USAR?
Não são sapatos, são botas.
3 - MEDO?
Das alturas, por causa das vertigens. Do escuro, se estiver no meio de uma multidão. Simplesmente, entro em pânico.
4 - OBJECTIVOS A ALCANÇAR:
Bem, se já plantei várias árvores, acho que falta o resto. Entretanto, vou tentando ser feliz. E fazer os outros felizes.
5 - FRASE QUE MAIS USAS NO MESSENGER?
Não faço a mínima ideia. Nunca pensei nisso.
6 - MELHOR PARTE DO CORPO?
Os ombros. Os pés. As mãos.
7 - PALAVRÕES?
Uma vezes, de vez em quando. Outras, mesmo muitas vezes. Todos e com todas as letras.
8 - LADO DA CAMA?
Fico precisamente ao meio, mas estou disposta a ceder um cantinho.
9 - TOMAS BANHO TODOS OS DIAS?
Olha que ideia mais estranha.
10 - GOSTAS DE TOALHAS QUENTES?
Para quê? Onde? De paninhos quentes e meias medidas não gosto.
11 - URSINHOS DE PELÚCIA?
Só se forem de carne e osso, falarem e, obviamente, fizerem outras coisas. Mas confesso que não gosto muito de pêlo.
12 - ACREDITAS EM TI MESMO?
Faço questão.
13 - DÁS-TE BEM COM OS TEUS PAIS?
Depende do que for dar bem.
14 - GOSTAS DE TEMPESTADES?
Muito. Da minha cama, na posição deitado, incrivelmente só se vê céu. E sabe mesmo bem estar ali aninhada a admirá-las.
15 - DESPORTO?
Tudo o que meta água. E lençóis.
16 - PASSATEMPOS E HOBBIES?
Escrever. Ler. Escrever. Ler. Escrever. Ler. Ver o Dr. House, o CSI, o 24, a Anatomia de Grey em doses maciças.
17 - FOBIAS E MANIAS?
Apenas o tal pânico quando falta a luz e estou no meio de uma multidão. Luzes brancas intermitentes, provavelmente pelo mesmo motivo.
18 - QUANTAS VEZES O TEU NOME JÁ APARECEU NOS JORNAIS?
Uma. Tinha 6 ou 7 anos. Já não é mau de todo.
19 - CICATRIZES NO CORPO?
Que tal uma centopeia a trepar do umbigo para cima?
20 - DE QUE TE ARREPENDES DE TER FEITO?
Só me arrependo de não ter feito/dito algumas coisas. E vai daí, talvez nem isso.
21 - COR FAVORITA?
Uns dias sim, outros dias não, é como calhar.
22 - UM LUGAR ONDE NUNCA ESTIVESTE E GOSTAVAS DE IR?
Austrália. Nova Zelândia. Japão. Malásia. Polinésia.
23 - MANHÃS OU NOITES?
Pela noitinha é bom, mas de manhã também não se diz que não.
24 - O QUE TENS NOS BOLSOS?
Um telemóvel.
25 - QUE FARIAS SE FOSSES PRIMEIRO-MINISTRO?
Não faço promessas que não posso cumprir.
26 - SE GANHASSES O EUROMILHÕES QUE FARIAS AO DINHEIRO?
Se ganhasse o Euromilhões só dizia à família. O resto é surpresa.
27 - SE TE CAÍSSE NAS MÃOS A LÂMPADA DE ALADINO O QUE FARIAS? QUE DESEJOS PEDIRIAS?
Um Aladino só para mim. Com tapete mágico incluído.
28 - SE O MUNDO ACABASSE HOJE ÀS 23h59m QUE FARIAS ATÉ LÁ?
Apenas o que realmente me apetecesse.
29 - SE TIVESSES UM FILHO SEM SABER COMO, SEM RAZÃO NENHUMA, QUE FARIAS?
Que raio de pergunta é esta?
30 - SE O TEU FILHO/FILHA UM DIA TE DISSESSE QUE QUERIA SER ADVOGADO/A OU POLÍTICO/A, COMO REAGIRIAS?
Da mesma forma que se me dissesse que queria ser coveiro/a ou varredor/a.
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segunda-feira, dezembro 04, 2006
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2006/11/30
Vamos lá a animar a Betty
A passear pela net à procura de imagens inspiradoras para um trabalho, dei com um site onde acabei por encontrar a ideia revolucionária acima: já que fazemos madeixas e pintamos o cabelo com as cores mais extraordinárias, por que relegar para segundo plano os nossos outros pêlos? É só ir a BettyBeauty, escolher a nuance e encomendar a cor preferida para animar a Bettyzinha.
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quinta-feira, novembro 30, 2006
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2006/11/29
Constatação
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quarta-feira, novembro 29, 2006
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Divagação sobre a dúvida #2
Também, na medida em que ninguém se mantém igual de um dia para o outro. Cada pessoa que passa pela nossa vida muda o seu sentido, e ao reencontrarmo-nos, se nos perdemos entretanto, nunca a conseguiremos ver da mesma forma.
No entanto, se um dos intervenientes for novo numa história de contornos repetidos, há ainda uma ínfima possibilidade de se conservar a espontaneidade, que inverte então a a tendência que temos para ter cuidado com as palavras, os gestos, as atitudes. E há uma hipótese de se (re)viver o momento, desta vez sabendo por onde não ir.
Mas o verdadeiramente importante é saber separar as coisas: até que ponto podemos (e devemos) ser impulsivos, e quando é que devemos ter cuidado com as atitudes que tomamos. E é esse equilíbrio que eu ainda não descobri. Até lá, vou agindo por impulso, como sempre, embora cada vez com mais cuidado e demora.
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quarta-feira, novembro 29, 2006
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2006/11/28
Dúvida #2
Se a história se repete, por que é que nunca nada é igual ao que já foi?
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terça-feira, novembro 28, 2006
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2006/11/23
Falso pudor
Nota: Não é a utilização de calão que me aflige, eu própria o uso sempre que tal se justifica; o que me complica com o sistema é o disfarce que as pessoas utilizam. Por que dizer o que estamos a pensar de forma disfarçada se o que queremos dizer é mesmo aquilo? Quanto aos nortenhos, estou mais que habituada, e quando regresso é uma verdadeira desgraça.
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quinta-feira, novembro 23, 2006
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2006/11/18
Uma insustentável leveza
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sábado, novembro 18, 2006
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2006/11/16
Constatação
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2006/11/15
Dúvida #1
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Devaneio #2
Por que será que as mulheres perdidas são as mais procuradas?
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quarta-feira, novembro 15, 2006
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2006/11/14
Devaneio #1
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terça-feira, novembro 14, 2006
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2006/11/13
De ízi uei áute
Realmente, sabe mesmo bem poder deixar para os outros a responsabilidade do que fazemos. É a saída mais fácil. Ou, como eu gosto de dizer em estrangeiro, de ízi uei áute.
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segunda-feira, novembro 13, 2006
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Procura-se
Seus malandros, não é nada do que estão a pensar. Ainda por cima, se fosse um homem, eu teria passado uma óptima noite e teria um rosto, um corpo, um cheiro. Mas não, foi um desgraçado dum post que me andou a rondar os sonhos para se esvair ao primeiro sinal do dia. E nem com os bons conselhos de duas noites seguidas se resolveu a voltar. Terá ido comprar tabaco? Espero que volte, pois até tinha graça.
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segunda-feira, novembro 13, 2006
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2006/11/05
Classificação
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domingo, novembro 05, 2006
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2006/11/03
Faux pas
Há quem opte pela primeira solução, e essa funciona como a tal segunda estalada que se dá para que a vítima não fique só com uma face a arder, supostamente facilitando, desse modo, o esquecimento da primeira; a segunda opção, se tomada e efectuada com savoir faire, é bastante menos dolorosa, se bem que deixa igualmente as suas marcas, mais difíceis de se desvanecer no tempo.
Quanto a mim, no meio de tanta porrada que tenho levado ultimamente, da qual não me posso queixar sob pena de ser acusada de me fazer de vítima, é-me igual. Ou então, não. Prefiro sobremaneira o método da segunda estalada: a mensagem fica entendida e o caso está arrumado. De uma vez por todas.
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sexta-feira, novembro 03, 2006
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2006/10/23
Dificuldade
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segunda-feira, outubro 23, 2006
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Paradoxo
Foto daqui
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segunda-feira, outubro 23, 2006
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Politicamente correcto
— Uma das vezes foi dois africanos, um português, o outro brasileiro.
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segunda-feira, outubro 23, 2006
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2006/10/19
Elevadoromania
Tudo começa pelo carregar no botão. Quando se está, por exemplo, no 0 e se quer subir, carrega-se no botão para descer, porque queremos que o elevador venha para baixo. Ele pára, com gente dentro, e entra-se, para uma viagem gratuita e gratificante até ao -1, -2 e por aí fora, até à última paragem. Depois, temos o sublime prazer de ficarmos sozinhos dentro daquela caixa sem vista para lado algum até ao próximo andar. O mesmo se passa quando queremos descer, obviamente. Primeiro subimos até ao último andar, para termos a certeza de que o nosso lugar está guardado até ao nosso destino. Que fica no rés-do-chão.
Então, vem o fascínio pelos botões de abrir e fechar portas. Que prático, assim não temos que esperar e ainda brincamos ao jogo do entala.
Outro aspecto fascinante é o do desafio da gravidade. Mesmo sabendo que o elevador tem limite de carga, tentamos sempre meter mais alguém, pois se cabem 20, também cabem 21 ou 22. Tudo acaba com um elevador que desce abaixo do nível do patamar e que, consequentemente, encrava. É chegado o momento de tocar o alarme e reunir a unanimidade em torno do mau funcionamento dos serviços. E do material, obviamente.
Finalmente, quem não segue as regras deste jogo, é sorridentemente visto como o tótó que tem medo de elevadores pelos espertalhões que já conseguiram o seu lugarzinho lá dentro.
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quinta-feira, outubro 19, 2006
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Horóscopo
Às vezes, devíamos mesmo acreditar no que os astros nos dizem. Como quase sempre, este acerta, mas como não ligo muito a isto, esqueço-me. Pelo menos, percebi, de uma vez por todas, como funciona o jogo. E as coisas vão mudar, garanto que vão, e não é só por um dia. Amanhã, depois e depois, há mais. É que, como a memória é curta, há quem se esqueça do modus operandi de um touro (com ascendente touro, só para ajudar à fiesta): quando me espetam a doer, não perdem por esperar por uma valente cornada.
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quinta-feira, outubro 19, 2006
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2006/10/13
Argumento
— Olha, prá semana, para além de estar de baixa a receber só 65% do ordenado, vou passar umas férias a cirurgia em Santa Maria. Tem um não sei quê de hospital de campanha num país africano. E só se pagam €5,00 por dia, com pensão completa e vista para o jardim.
— Eh pá, que fixe! Também posso ir?
— Podes, só tens que arranjar uma doença das graves. E o melhor de tudo é que se conseguires estar mais de 14 dias, eles têm uma promoção do caraças: não pagas nada.
O pagamento até poderá ser compreensível, em certas circunstâncias, mas o argumento, Sr. Ministro, que coisa. Experimente lá reduzir o seu ordenado para €600 por mês e veja quantos filmes pode ver por mês ou quantos maços de tabaco pode comprar (se deixar de almoçar, de pagar a renda e for a pé para o trabalho)…
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sexta-feira, outubro 13, 2006
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2006/10/04
Ciclo
"This is how it works
You're young until you're not
You love until you don't
You try until you can't
You laugh until you cry
You cry until you laugh
And everyone must breathe
Until their dying breath
No, this is how it works
You peer inside yourself
You take the things you like
And try to love the things you took
And then you take that love you made
And stick it into some
Someone else's heart
Pumping someone else's blood
And walking arm in arm
You hope it don't get harmed
But even if it does
You'll just do it all again "
E é mesmo, mesmo assim. Terminei um ciclo, estou a começar outro (deve ser do Outono de que gosto tanto). A olhar muito para dentro, para encontrar aquilo de que gosto, e também para fora (afinal estou a ver muito melhor), para ver se descubro com quem o partilhar. E no entretanto, povoo o meu silêncio com músicas como esta.
"E as coisas são assim/És jovem até não seres/Amas até não amares/Tentas até não conseguires/Ris-te até chorares/Choras até te rires/E todos têm que respirar/Até ao último fôlego.
Não, as coisas são assim/Olhas bem dentro de ti/Tiras aquilo de que gostas/E tentas amar o que tiraste/E depois tiras o amor que criaste/E põe-lo num certo/Coração de outra pessoa/A fazer correr o seu sangue/E vão de braço dado/Esperando que não se magoe/Mas mesmo que aconteça/Voltas a fazê-lo de novo."
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2006/09/29
Lost, not found (yet)
Não sei se é do choque do regresso de férias (já lá vai quase um mês), ou de me confrontar diariamente com coisas tão estúpidas (e não é de me faltar a palavra, são realmente estúpidas, como em estupidez gratuita) que só me apetece desancar quem as faz, citar nomes, humilhar, espezinhar e, na impossibilidade de o fazer, fugir, que não tenho conseguido escrever. Pelo menos, nada de jeito. E, para isso, não vale a pena.
Mas lamento, lamento mesmo. Gosto deste espaço, gosto de me dizer, gosto de dizer o que por aqui vai. Mas neste momento, não estou a conseguir. Talvez amanhã.
Até já, mais uma vez.
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sexta-feira, setembro 29, 2006
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2006/09/20
O amor possível
Aqui fica:
Não é fácil dizer o amor. Aliás, é praticamente impossível dizer algo que não se diz, mas apenas se vive, sente, mostra. É impossível fechá-lo numa caixa de sentido quando ele tem tantos quantos seres há no mundo. Não se pode dizer onde está porque ele não tem um lugar só. Não lhe podemos dar forma porque não o podemos moldar a gosto. Apenas vivê-lo e aceitá-lo.O amor vê-se nos gestos, no brilho do olhar, no esplendor da pele. Ouve-se nos risos, nos suspiros, na voz embargada de emoção. Revela-se na ternura dos movimentos, na carícia do olhar, na suavidade dos gestos.
Aligeira os dias mas pesa na espera. Faz-nos voar mas facilmente nos deixa cair. Alumia, mas cega. Tranquiliza e enlouquece. Recria e destrói. É simultaneamente alívio e dor. Alegria e angústia. Companhia e solidão. É leveza e quase insuportável de tão pesado. É riso e dor, luz e escuridão. É querer tudo e não querer mais nada.
O amor é tanto que não se pode dizer. ®
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quarta-feira, setembro 20, 2006
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2006/09/15
Estádo de xoque
(continúo a axar q deviam encinar portuges em bélas àrtes)
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sexta-feira, setembro 15, 2006
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2006/09/11
O mundo sem blur
E, subitamente, a lua deixou de ter um permanente halo enevoado à volta. Aliás, o mundo inteiro mudou de um local de contornos visíveis, mas indefinidos, para um sítio em que tudo está perfeitamente delineado contra o fundo em que se insere. A minha recente miopia, para além de me obrigar a usar óculos, deu-me o prazer de ver o mundo com outros olhos. Absolutamente sem blur.
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segunda-feira, setembro 11, 2006
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2006/09/05
Regresso
"On ne dit jamais rien parce qu'on parle tout le temps."*
*"Nunca dizemos nada porque estamos sempre a falar."
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terça-feira, setembro 05, 2006
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2006/08/24
Estado de choque
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quinta-feira, agosto 24, 2006
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Ao sul
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2006/08/17
En passant
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2006/08/06
Intervalo
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2006/08/01
O caminho mais fácil
“THE PEROSN WHO DOESN’T MAKE MISTAKES IS UNLIKELY TO DO ANYTHING.”
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