2008/08/04

Conselho

Depois de ter visto este vídeo pela enésima vez, e de me recordar sempre de um dos úteis conselhos nele enumerados – "não leias revistas de moda, apenas te farão sentir feia", apetece-me acrescentar mais um, que vem mesmo a propósito para quem não tem planos de férias nem grandes perspectivas para as mesmas: "não leias revistas de viagens, apenas te farão sentir miserável".

Perfeição

Eu queria ter posto aqui a fotografia perfeita da esplanada perfeita onde me apeteceria ir acabar o dia de forma perfeita. Mas não encontrei, seja porque não existe, seja porque a existir a sua perfeição depende do momento, da companhia, de tantas coisas simples e complexas. E, também, qual é o momento perfeito que interrompemos para ir a correr procurar o ângulo perfeito debaixo da luz perfeita de máquina fotográfica na mão? Nah, deixo-vos ficar com a vossa própria imagem do fim de dia perfeito. Afinal, há coisas que são muito pessoais.

2008/08/01

Wishful Thinking

Agosto é uma piscina de água fresca e não fazer mais nada todos os dias.
I wish, I wish.
Foto daqui.

Age-Less

Citando um amigo que citou Mark Twain para comentar o post de outro amigo sobre "Cotas", “age is an issue of mind over matter: if you don’t mind, it doesn’t matter".
Foto daqui.

2008/07/31

Tudo o que é de mais

enjoa. Ou não. Apesar de um abuso poder ter consequências menos agradáveis, como passar um domingo de rastos no sofá (pronto, a ressacar, eu confesso), há coisas de que nunca nos fartamos. É por isso que já tenho as limas lá em casa. Só faltam os convidados. E uma semana para ir de férias.

Foto daqui.

Sushi, baby, sushi

Já não me lembro de quando foi a primeira vez, mas ainda nem sequer era moda. Foi no Bairro, na Rua da Rosa, sentada no chão como manda a tradição. Confesso que na altura só gostei mesmo das lulas, finíssimas e com um molho divinal que disfarçava qualquer aroma mais intenso a mar. Mais tarde, nova tentativa e nova constatação de que não gostava mesmo. Solução: optar pelos pratos cozinhados e tentar evitar perceber que os vizinhos do lado estavam a engolir fatias de peixe cru.
Mas o tempo é assim, e a insistência acaba por compensar. Há dois anos, mais ou menos, no aniversário de uma amiga, a alternativa ao sushi era... sushi. E foi aí que me apaixonei por estes rolinhos de arroz gelatinoso e avinagrado, recheados com peixe cru ou com vegetais e enrolados em pestilentas algas verdes. Que se mergulham em molho de soja e temperam com wasabi, de fazer trepar os incautos pelas paredes. Cujo sabor se vai cortando com pickles de sabonete cor-de-rosa, ou gengibre para as pessoas normais.
Hoje, ao jantar, para compensar o abuso de polvo bem português do almoço, vou-me vingar no japonês, regado com algum sake e uma grande dose de boa conversa. O Verão dá cabo de mim.
Foto daqui.

O Verão

dá cabo de nós. O Verão, ou o cheiro a férias, que não tardam a começar. Estou a gostar deste período pré-descanso, em que aproveito para me cansar ainda mais e conseguir assim que os dias inúteis me saibam melhor. O pior... o pior é o resto.

2008/07/30

Traveling light

Não sei viajar com pouca bagagem. Nunca consigo decidir o que é supérfluo e o que não é, e acabo por levar atrás de mim uma mala pesadíssima para onde quer que vá.
Por um lado, deve ter que ver com o nunca fazer planos, ou nunca ter feito. Na solução de recurso que são sempre as minhas férias, acabo por ir por arrasto e ter que seguir os planos dos outros e, por isso, há que ir preparada para qualquer situação.
Por outro lado, tem que ver com aquele ligeiro sentimento de perda que desde sempre se apodera de mim algum tempo antes da partida, que me faz sentir saudades ainda antes de sair a porta. E então, perco o meu tempo a despedir-me do que é meu, para deixar a certeza de que também voltarei, e a escolher alguns objectos eleitos para me acompanharem.
Desta vez, terei que deixar a bagagem mais importante para trás ou não terei tranquilidade. Custou-me decidir isto tanto quanto das outras vezes, ou até ainda mais, porque não tenho qualquer certeza do que deixo, muito menos do que encontrarei quando voltar, na prateleira onde o arrumei.
Desta vez, levo comigo um imenso vazio.
Foto daqui.

2008/07/29

Onde

é que eu vou este ano? Onde me levam os dias inúteis de férias, já que os de trabalho são úteis? Daqui a pouco mais de 8 desses dias, deixarei para trás a rotina dos dias de um trabalho que nada tem de rotineiro para sair por aí, num caminho que não inclui as cidades que ainda não conheci, uma viagem por um país encantado ou a semana ao sol banhada por refrescantes e animadoras caipirinhas. Há-de me valer o reviver de bons tempos em boa companhia. Hão-de valer-me os meus livros e a minha máquina fotográfica. E hão-de valer-me os sonhos que sei que um dia realizarei.
Foto daqui.

2008/07/28

Flowing

Ontem aprendi que o amor é como um rio. Temos que o deixar fluir, compreender que nós somos pedras que rolam no seu curso, seja este calmo ou tortuoso, e que, com o passar do tempo, vamos ficando redondas, sem arestas, e cada vez mais parecidas. E, no entanto, como descobrir, no meio das pedras todas, aquela que fará connosco a travessia até ao mar? E, se a descobrimos, e ela fica pelo caminho ou, ainda, decide mudar de rumo? E eu, seixo que me moldei a outro seixo, num curto percurso apressado, que faço eu sozinha e desgastada? Como me poderei moldar a outro se já nada tenho para limar?

Foto daqui.

2008/07/25

Inside

"Não podes fechar a tua porta àquilo que já entrou."
Graham Swift, The Light of Day

Deve ser por isso que o amor que te guardo nunca mais sairá de mim.

"You can't lock your door against what's already inside
"
Foto daqui.

2008/07/22

If in doubt


“A coward is incapable of exhibiting love; it is the prerogative of the brave.”
Gandhi

1) Se tiveres dúvidas, ama.
2) "Um cobarde é incapaz de exibir amor; essa é uma prerogativa dos corajosos."

2008/07/21

Ricochete

Segundo Buddha, “Agarrarmo-nos à ira é como pegar num pedaço de carvão em brasa com a intenção de o atirar a alguém; somos nós que nos queimamos.” Que é como quem diz, quando se está de mal com alguém, o melhor a fazer é atirar amor, pois se fizer ricochete, não nos magoará ao atingir-nos. Que é como quem diz, ou estou a ficar mole, ou deve ser da idade.
Foto daqui.

2008/07/17

Não receies

Não temas. Escrever sobre o amor que senti (e parte de mim, a que te escreve, ainda sente) foi o melhor que me pudeste deixar. Não receies. Nunca direi o teu nome (nunca disseste o meu), como nunca o disse enquanto o rodeava com outras palavras (por não querer dizer aquele que não é o teu). Não temas. Não são loucura ou obsessão estas palavras. São saudade e melancolia, ternura e uma vida nova todos os dias, desde que te foste. Se a incapacidade física de me amares suplanta o que sei que sentiste, fica onde estás. Fica aí e eu aqui, a registar diariamente o meu amor por ti que é tão só o meu amor por mim. Não receies. Não me aproximarei mais que as minhas palavras.

2008/07/16

Vazio

"La douleur, c'est le vide."
Jean-Paul Sartre

E a dúvida, a ausência, o silêncio. A recusa, a negação. A perda. Sobretudo a perda.

"A dor é o vazio."

Move On

Ontem, uma pessoa muito importante para mim, dizia-me: “… parece que estamos condenados a não saber bem porquê um número de coisas.” E isso deixou-me a pensar se há sentido em tentar descobrir as verdadeiras razões ou se devemos simplesmente esquecer e (excuse my French) move on. Mesmo que leve a bagagem toda atrás.

2008/07/15

Candlelit Dinner

Hmmm.. uma surpresa, ontem, ao chegar a casa. À porta, à minha espera. A notícia. Hoje vai ser diferente. Subir as escadas, degrau a degrau, depressa, para não perder mais tempo. Enfiar-me na cozinha, a fome e a ânsia, juntas. Entretanto, encher a casa de velas, para o ambiente. Uma olhada ao fogão, enquanto se põe a mesa e se abre o vinho, para ir bebendo enquanto se cozinha. Um último telefonema.
– Estou ocupada. Hoje é à luz de velas. Sim, velas.
Do outro lado, a pergunta:
— É com o…?
E eu, com uma gargalhada:
— Não, não. Isso queria eu. É só comigo, como de costume. Não há luz.
Felizmente, houve luar.

Foto daqui.

2008/07/11

Ou então

Deve ser do dia. Quero que seja só do dia. Esta angústia deve resultar deste tempo abafado, deste tecto de nuvens indecisas, de um cinza-esbranquiçado, aqui tão perto que só deixa ver o azul em rasgões pontuais, lá do outro lado do rio.
Ou então.
Eu sei que não é o tempo. E desta vez não é a saudade. Nem tu. Nem a tua ausência. É o ter chegado ao limite e saber que, ao rebentar, vou levar tudo à frente. Até o que não quero. E isso não.
E então.
Tu aqui, ao meu lado. Sem estares, mas estando.
— Calma. Não faças nada. Eu estou aqui.
E eu saber que não deixas que o faça, apenas porque eu não faço por tu achares que não devo. E tu é que sabes. Eu sei.

Foto daqui

Porque foste

Porque foste na vida a última esperança
Encontrar-te me fez criança
Porque já eras meu, sem eu saber sequer
Porque és o meu homem, e eu tua mulher
Porque tu me chegaste
Sem me dizer que vinhas
E tuas mãos foram minhas com calma
Porque foste em minh'alma como um amanhecer
Porque foste o que tinha de ser

Vinicius de Moraes

2008/07/10

Bliss

Porto de Mós, Junho de 2008

Houve dias em que descia com a desculpa do vício apenas porque era enorme o que sentia e apetecia-me cantá-lo a tudo e todos.
E sabia que, mesmo que o fizesse não chegaria, pois era tão forte que sufocava.
E tão fraco, todavia, que foi quebrado, num momento só, sem que o perdesse todo.
E agora desço, com a mesma desculpa, mas para ouvir os pássaros, aqueles que nos anunciavam, de madrugada já, que eram horas de nos separarmos e fazer do dia noite.
E volto a sentir, por vezes, sem que o encoraje, esse nó que cresce sem controlo, essa plenitude imensa que me eleva acima dos mortais e me protege de quem não entende como é possível amar assim.
Um sonho, apenas um sonho.
Tu. My bliss.

*Bliss – felicidade suprema; êxtase.

2008/07/09

Experiência

"Experience is not what happens to you. Is what you do with what happens to you."*
Aldous Huxley

Só porque me apetece e porque este senhor foi um génio e porque acho que isto é mesmo verdade (e não me venham com tretas que são mais experientes que eu porque já passaram pelas coisas e eu não, porque afinal muitos do que o dizem não aprenderam nada com aquilo por que passaram e continuam a fazer a mesma asneira uma vez após outra), apeteceu-me pôr aqui esta frase. Quanto a mim, tenciono descobrir coisas novas em cada cabeçada ou cada tombo que dê, para que da vez seguinte seja, se não menos árduo, pelo menos diferente. E também aprender a amar melhor com cada amor vivido e com cada amor perdido, para que possa sempre amar mais (não sei ser será possível amar mais do que te amei, mas pelo menos igual será) e ser mais amada (desta vez para sempre, se é que há um sempre – eu acredito que sim). Nem que seja só por mim.

*"Experiência não é aquilo que te acontece. É o que fazes com aquilo que te acontece."

2008/07/06

Little Black Dress

Não há como o Verão para poder fazer isto. O inesperado, o surpreendente, as decisões no calor do momento têm o poder de nos animar. E de, certa forma, preencher aquele vaziozinho que há muito nos incomoda, aquela fresta por preencher que deixa entrar os arrepios da monotonia, da melancolia de termos sido rejeitados. Mais uma noite de fim de semana em casa, não. Mesmo que já depois do sábado ser domingo, nos primeiros minutos mesmo, se decida "Vamos lá então! É só mudar de roupa e estou a caminho". E, como é Verão, enfia-se um vestidinho, dão-se uns últimos retoques, acrescenta-se um pormenor e vai-se ao encontro do aparentemente desconhecido. Mesmo que não se faça nada de especial, mesmo que os planos acabem por sair ao contrário, sabemos que estamos vivos e que há alguém que nos ouve. Depois, regressa-se a casa, o céu já daquela cor que antecede a manhã. E que eu gostaria de, um dia, ter partilhado contigo.

2008/07/04

Maré

Há quem sinta que, por vezes, vinda do nada, abater-se sobre si uma tragédia e, frequentemente, o desespero chega a fazer desejar que a onda o arrastasse também. Para não enfrentar a perda, para não se deparar com a destruição do seu pequeno mundo, da sua praia, enfim, para não ter que reagir. Mas é preciso lembrar que o mar, e a vida com ele, são feitos de ciclos. Se o tsunami se abate sobre nós, sabemos à partida que não ficará para sempre; volta para trás, como qualquer onda, como todas as marés diariamente sobem e descem. E, como os marinheiros, devemos saber aproveitar o bom e o mau de uma e outra. Se não podemos fazer-nos ao mar, descansamos, reparamos as redes e o navio. Noutro dia pescaremos.
As águas que nos inundam também não trazem só destruição. Muitas vezes, ao baixarem, arrastam com elas destroços que não nos interessam e, algumas vezes, mais do que pensamos, trazem com elas tesouros que nunca pensámos encontrar. Basta-nos saber procurar e aproveitar para fazer da nossa praia o que sempre quisemos que fosse. Mesmo que para isso tenhamos, que por uns tempos, fechar as suas portas.
As minhas, apesar de não ter ocorrido uma catástrofe, apenas uma má maré inesperada, vão permanecer abertas. E continua a haver espaço para que, um dia, o mar me devolva o que me levou, quem sabe de uma outra forma qualquer que ainda não adivinho. Entretanto, vou recolhendo os destroços, plantando novas sementes e reorganizando o meu espaço. Sem me render.

2008/06/30

E, no entanto...

Seria tão mais fácil arrumar-te a um canto, decidir que já não te amo, conseguir odiar-te e esquecer-te de vez. E, no entanto...
"eu sei que vou sofrer
por toda a minha vida vou sofrer
a eterna desventura de viver
à espera de viver ao lado teu
por toda a minha vida."
E, no entanto, de que me serve amar-te se não to posso dizer?

2008/06/06

Again

"To love is to be ready to lose, isn't it? It's not to have, it's not to keep. It's to put someone else's happiness before yours. Isn't that how you should be? So if that person goes a different way, what can you do?"
Tenta-se de novo. Mas sem nunca conseguir fazê-lo da mesma forma. Porque vamos amar essa pessoa para sempre.

"Amar é estar pronto para perder, não é? Não é ter, não é guardar. É pôr a felicidade de alguém à frente da nossa. Não é assim que devemos ser? Por isso, se essa pessoa segue um caminho diferente, que podemos nós fazer?"
The Light of Day, Graham Swift

2008/06/02

Reset

Ontem, em conversa com um amigo, e face aos comentários que ele fez a algumas das minhas atitudes, tomei a devida nota para fazer um reset à minha personalidade. E eis senãoquando, logo de manhã (eu que nem costumo ler o signo pela manhã), dou com isto:

"Today you feel in control and on top of the world. There is nothing you can't do, R. This would be a most auspicious time to begin a new project or undertake a creative endeavor. You can't help but succeed, though you must take care not to get in your own way. Sometimes you can be your own worst enemy. Know that you need only believe in yourself and move confidently in the direction of your dreams in order to make them come true."
Quase inacreditavelmente, é assim que me sinto mesmo. Espero que não seja só hoje.

"Hoje sente que tem o controlo e está no cimo do mundo. Não há nada que não possa fazer, R. Esta é uma altura muito auspiciosa para começar um novo projecto ou levar a cabo um esforço criativo. Só poderá ser bem sucedida, apesar de ter que ter o cuidado de se não se colocar no seu próprio caminho. Às vezes pode ser o seu pior inimigo. Saiba que apenas precisa de acreditar em si própria e mover-se confiantemente na direcção dos seus sonhos para os conseguir tornar realidade."


Classificação


Aparentemente, os parâmetros de avaliação mudaram. Ou não?

Roubado daqui.

2008/05/26

And so it is

Não é fácil o amor melhor seria
Arrancar um braço fazê-lo voar
Dar a volta ao mundo abraçar
Todo o mundo fazer da alegria

O pão nosso de cada dia não copiar
Os gestos do amor matar a melancolia
Que há no amor querer a vontade fria
Ser cego surdo mudo não sujeitar

O amor o destino de cada um não ter
Destino nenhum ser a própria imagem
Do amor pôr o coração ao largo não sofrer

Os males do amor não vacilar ter a coragem
De enfrentar a razão de ser da própria dor
Porque o amor é triste não é fácil o amor

E é assim mesmo. Difícil.

Tirado daqui.

2008/04/14

Impossibilidade

Por mais que dê voltas à cabeça, ainda não percebi como é que se agarra uma coisa que não tem ponta por onde se lhe pegue. Este vai ser um dia difícil.

2007/12/04

Fogo frio

O nevoeiro para lá da montanha feita de telhados ajuda a esconder o resto da cidade que se encosta ao rio, hoje embaciado. Ao canto, as luzes de Santa Maria de Belém iluminam a noite, fazendo-me esquecer o frio que faz na varanda. Eu desço e vou para casa, através da névoa. Gosto da sensação de atravessar este fogo frio.

2007/11/23

Incongruência

Alguém já reparou que 80% benéfico é muito menos relevante que 20% prejudicial? Pois é, somos assim. Quase todos.

2007/10/15

Receita

Gosto dela fria. Acabadinha de descongelar. Aos pedacinhos, para saborear pouco a pouco e, evidentemente, com o tempero certo. Um fio de azeite, uma pitada de salsa bem picadinha, três pedrinhas de flor de sal e, o que não pode faltar, vinagre q.b.. É assim que eu gosto da vingança. Na temperatura certa.

Foto daqui

2007/10/09

Plástica

Chegou há cerca de 15 dias, mais coisa menos coisa. Mas vem diferente, lá isso vem. Possivelmente, de tão agredido pelas recentes manias de climas tropicais e para estar a par do aquecimento do planeta, para não ser desdenhado pelo seu carácter desenfreado, armou-se de falsa coragem e vem, agora, mostrar as maminhas novas qual socialite em decadência. Então, anda por aí a exibir a mudança sob a forma de um sol abrasador, que destoa da sua condição de Outono. Sim, meu caro, com plástica ou não, és o Outono e não tens contigo o tempo livre para se estar à beira-mar o dia inteiro de sumo tropical na mão, apanhando sol no intervalo dos mergulhos. Falta-te a exuberância do verão, como às "plastificadas" falta a energia da idade que pretendem ter. Outono, tu és o princípio de tudo e, com tanta indecisão sobre que aparência ter, estás a atrasar as ventanias, o cheiro das castanhas assadas, as lareiras acesas pela primeira vez, a manta de que temos saudades no sofá. Volta, mas volta como és, e deixa-nos recomeçar.

2007/10/08

Comeback

Tenho saudades disto. Tenho saudades de pegar numa palavra, numa atitude, numa ideia, numa sensação e lançá-la ao mundo para o provocar. Mas, com o espírito com que tenho andado, umas vezes enlevado de paixão, outras angustiado com contradições e incertezas, não queria transformar isto num relambório de lamechices e considerações superficiais que, ao fim de dois dias, vão parar ao cesto dos rascunhos para aí permanecerem ad eternum. E a eternidade, essa, reserva-se aos bons amigos e não sobra, portanto, espaço para indecisões.

Nota: Corri daqui com a tonta da Heidi Klum. Afinal, que tem de mais a criatura ser parecida comigo?

2007/09/19

O que não tem remédio...

Que se faz a um lume que insiste em espevitar sempre que deitamos água na fervura? Corta-se-lhe o gás.

2007/07/12

Silly Season

Algo de profundamente errado se passa a partir do momento em que a minha silly season termina exactamente no dia em que vou de férias e recomeça no momento em que regresso ao trabalho.

2007/06/26

Madrugar

Há bocado estava a ouvi-lo* e agora já não estou. Não sei se era da excitação de ter avistado a presa, se um canto de glória por ter sido o primeiro a lá chegar. O que é certo é que num instantinho, o pássaro se calou. Afinal, madrugar tem as suas vantagens. Excepto para as minhocas, claro.

Foto daqui.

*Ao pássaro madrugador que, por isso, teve direito à minhoca. Ou, como quem diz em estrangeiro,
the early bird gets the worm.

2007/06/08

La folie

"Bonsoir
Ton vehicule n'a pas l'air d'avoir de passager
Peux-tu: Veux tu me recevoir

Sans trop te déranger?

Mes bottes ne feront pas trop d'echos dans ton couloir

Pas de bruit avec mes adieux
Pas pour nous les moments perdus
En attendant un uncertain au-revoir

Parce que-j'ai la folie, oui c'est la folie


Il était une fois un etudiant

Qui voulait fort, comme en litérature

Sa copine, elle était si douce

Qu'il pouvait presque, en la manageant

Rejeter tous les vices
Repousser tou les mals

Détruire toutes beautés
Qui par ailleurs, n'avaient jamais été ses complices
Parce qu'il avait la folie, oui, c'est la folie

Et si parfois l'on fait des confessions

A qui les raconter - même le bon dieu nous a laissé tomber

Un autre endroit, une autre vie
Eh oui, c'est une autre histoire
Mais a qui tout raconter?
Chez les ombres de la nuit?

Au petit matin, au petit gris
Combien de crimes ont été commis

Contre les mensonges et soi disant les lois du coeur
Combien sont la à cause de la folie
Parce qu'ils ont la folie"

Stranglers
Provavelmente, a minha canção favorita. Desde sempre.

2007/06/05

Déjà Vu

Confrontada com a inevitabilidade de mais uma directa, destinada a repetir, esperançosamente, o mesmo trabalho que motivou a anterior saga de 30 horas, resolvi:
— Vou elogiar outro. Afinal, elogiei o T.G. a semana passada, posso fazer o mesmo a outra pessoa, já que a necessidade de me dedicar ao trabalho me provoca uma inexplicável vontade de fazer tudo menos o dito.
Pois bem, entretanto passei pelo Diário e fiquei com uma irresistível vontade de comer grelos. Só mesmo para conseguir ver este ritmo de uma outra perspectiva.

Outros bloggers dignos de mérito: vão ter que ficar à espera.

2007/05/29

pspsssspss....

E pronto, são 12:36 e ainda aqui estou. De olho aberto, mas pouco.

P.P.S.

Porra! São oito da manhã e continuo a não ver o fim à coisa! Nem à coisa nem sequer, daqui a pouco, a nada de nada.

P.S.

Desculpem qualquer coisinha. São quase 4 da manhã, ainda estou a trabalhar e não vejo o fim à coisa. Aliás, não estou a trabalhar; estou, como de costume, à espera que os outros se despachem para poder continuar com o meu. Fuck!

Obrigada

Chateiam-me os blogues que não têm disponível nenhum e-mail de contacto, conveniente anónimo. É que eu queria (e desde há muito tempo que quero) de elogiar o T.G. do Diário e não consigo (sem ter que o fazer aqui, tão declaradamente, porque soa-me sempre a graxa). Era mesmo só para o elogio, sem pretensões de retribuição, nem a nível de agradecimento, nem de reconhecimento das parcas qualidades do meu semi-abandonado blogue. Era só mesmo para reconhecer que me parto a rir com o humor descabido, chauvinista, machista, infinitamente negro da criatura. E, também, para lhe contar que, para me fazer rir mais que ele, só o comentário de uma barbie que eu conheço, génio possuidor do grau de inteligência concedida a tal tipo de boneca (a qual não lhe permite ir além do significado imediato de uma palavra) quando li em voz alta algumas frases do seu último post: “Chego de um casamento. Com mais dois quilos de adiposidade e uma depressão que, para ser sanada, obrigará a outros tantos em cima. É que isto de ver gente nova, casada, fértil, próspera, feliz e com vida sexual obriga-me a pôr a minha vida em perspectiva. E não há nada mais deprimente do que me ver em perspectiva. Até porque a minha perspectiva é esta: a minha vida é uma merda. Sou infeliz e sem vida sexual (pleonasmo).” O mesmo foi: — E achas graça a isso? Eu não gostava nada de ouvir a minha filha dizer, aos vinte e tal anos, que tem uma vida sexual infeliz. Pessoas como essa só trazem o mal ao de cima.”
A mim, não.

São oito e meia da manhã e começo a chegar à conclusão de que deve haver aqui coisas que não fazem sentido. Mas que se lixe. O T.G. não passa a ser ainda mais misógino (que deve ser o verdadeiro problema dele) só por causa disto. E eu também já estou habituada à crítica. Mesmo a destrutiva.

2007/05/22

Inconveniências

Há por aí muitas coisas intragáveis, repugnantes mesmo, mas não deve haver nada tão difícil de engolir como uma verdade inconveniente. É que fica mesmo ali, atravessadinha na garganta. Que dor!

2007/05/02

Cadelices

Voltando às dentadas nas canelas, há essencialmente duas formas de enfrentarmos as nossas fraquezas: tentar ultrapassá-las, aprendendo, limando as arestas e evoluindo, ou dissimulando-as através de subterfúgios que, bem utilizados, diminuem a sua relevância. Sinceramente, prefiro a primeira e, se me queixo, é porque alguém usou da segunda e ainda tenho marcas dos dentinhos.

Cuidado com o cão II

Isto de se passar o tempo a pensar no cão com quem nos deitamos tem os seus inconvenientes: esquecemo-nos muitas vezes das cadelas que nos rodeiam e que, à mínima oportunidade, nos mordem as canelas. Arre!

Foto daqui.

2007/04/12

Comidinha

De uma vez por todas, espero que quem diz "fazer o comer" ou "o comer está na mesa", perceba que, se se dissesse mesmo assim, o seguinte não seria possível, podendo levar inclusivamente a desavenças familiares graves:
“Quando o Pai de manhã ouviu a filha vomitar, ficou preocupado e perguntou à mulher:
— Foi comida?
— Foi, mas vai casar...”
Exemplificando:
“Quando o Pai de manhã ouviu a filha vomitar, ficou preocupado e perguntou à mulher:
— Foi comer?
— Não, foi vomitar, estúpido.”

2007/04/11

Pobreza

Pior que um pobre de espírito é um pobre pobre de espírito, que não percebe que enquanto cumprir na perfeição o seu papel de lacaio está no caminho certo para continuar a ser apenas isso. E só isso.

2007/03/20

Estou mas não estou

Ando arredada, pois. Ando na lua, também, e de vez em quando passo pela terra, num desvario ansioso de voltar a entrar em órbita. São assim os meus dias, distantes das noites em que me perco num sonho real. Mas, entre muitas outras, há uma coisa extremamente boa: as afrontas do dia-a-dia já não me fazem mossa. E vou vivendo assim, de sorriso em sorriso, de palavra em palavra. E é bom.

2007/03/05

Cuidado com o cão

Em português costuma dizer-se que quem se mete com miúdos acorda mijado (o que não deixa de ser verdade), mas novamente os ingleses presenteiam-nos com uma expressão muito mais abrangente e exactamente com o mesmo significado: If you lie down with dogs, you'll rise up with fleas*. Ou seja, é preciso escolher bem o cão com quem nos deitamos.

*Se te deitares com cães, acordas com pulgas.
Foto daqui.

2007/02/19

E é só isto que importa

E em resposta a um desafio da Hipatia, aqui fica um dos meus posts preferidos, até porque a primavera tarda e eu ainda não tenho o que quero:

Era só isso

Era só isso. Um atrasar de passo, que os teus são mais longos que os meus, um parares ao pé de mim, exactamente ali, naquela esquina. E, sem eu te dizer, perceberes porquê. Tu saberes que eu não resisto ao apelo da terra, tu entenderes que eu preciso de parar para absorver as coisas, para as tornar minhas. Saberes que preciso de ir devagar para levar os cheiros, as cores, os gestos, os pormenores comigo. Tu saberes que me demoro a olhar a sombra do meu pé antes de o pousar no chão, a contar com os olhos os tufos de flores rebeldes no relvado cuidado do jardim, elas que se recusam a não florir ali, e que são como eu, que não me resigno. Tu saberes qual é a minha cor de céu preferida e que é aquela do fim do dia, um azul meio turquesa, meio petróleo, e Vénus a piscar para mim, às vezes a lua já a espreitar. Tu saberes que gosto do teu braço à minha volta, e de encostar a cabeça a ti enquanto caminhamos. E tu parares comigo ali, naquela esquina, de uma rua qualquer, a sentir o primeiro cheiro da primavera num fim de tarde de Março, para o levarmos connosco para casa. A nossa casa. Era só isso, era só isso que eu queria.

2007/02/15

É hoje, é hoje.

Nas nossas vidas, precisamos de pessoas assim. Que dão, que compreendem, que estão, que nos recebem sempre de braços abertos, mesmo que seja num só telefonema. Que são simples, embora se afirmem complicadas. Que sabem quais são os valores essenciais e não precisam de se perder em teorias alheias para encontrar o sentido da vida. Que vivem, e pronto. Que não nos exigem mais do que somos para estarem do nosso lado, ao nosso lado.
Ela faz anos hoje e não resisto, mesmo antes de falar com ela, a elogiá-la publicamente. Parabéns, môri!

2007/02/09

Boooooommmmmmmm!

Querem relógios ou água? Lisa ou com gás? Muito ou pouco carbonatada? É que depois de horas sem fim a ler e escrever sobre medicamentos, águas, índices glicémicos e tantas outras coisas (de que o cansaço mental já não me deixa lembrar), eu estou quase sem capacidade para vir aqui "postar".
A verdade é que ando cheia de ideias, mas não consigo pô-las no papel. De projectos cujos primeiros passos não consigo sequer pensar em começar a pôr em prática. De promessas à minha sobrinha que não arranjo tempo para cumprir. De fins de semana que também são princípios porque se começa a trabalhar logo ao domingo. Ou se tem só este para descansar. (Já no próximo, é deitar a água fora e acabar de dar corda ao relógio, num tiquetaque infernal de bomba prestes a explodir.)
Ai querem que eu escreva? Eu também quero. E também quero não trabalhar todos os dias das 10 às 20:30 ou mais sem receber mais por isso. Ter fins de semana completos. A certeza de que posso combinar alguma coisa e cumprir, mesmo se não chegar à hora exacta. Ter a cabeça arejada para me poder divertir e pensar em mim. Para tratar de mim. Para gostar de mim – porque neste momento começo a não gostar de uma pessoa que come e cala, que aceita tudo sem questionar, que assiste a injustiças umas atrás das outras sem reagir e que deixa o tempo correr sem perceber que ele passa. E tempo, novamente, lembra-me relógios. Que são já no próximo domingo. Para segunda. Tiquetaque. Tiquetaque. Tiquetaque. Tiquetaque. Até rebentar.
Boooooommmmmmmm!

Foto daqui.

2007/02/01

Ausência

E ela diz que eu tenho andado esquiva. Com uma certa razão, porque as minhas passagens por aqui têm sido curtas ou, então, aproveitamentos de sobras à laia de roupa velha em dia de Natal. Um dos motivos é muito simples: o frio, que me afasta deste teclado até para conversar. Não aguento esta friagem (neste momento tenho as mãos a enregelar e o corpo começa a tremer-me de frio apesar das três camadas de roupa, que incluem uma camisola de malha polar), e até já houve quem assistisse a alguém de camisola de lã+pijama+manta enrolada num sofá dentro de uma casa num clima moderadíssimo por alturas da passagem de ano (mas que parece não se lembrar).
Outro motivo é o cansaço, que se deve não só ao excesso de trabalho (desde que vim de férias tive direito a um fim de semana completo para descansar, porque tive que trabalhar sábados e domingos depois de uma série de noitadas durante a semana) como também a uma anestesia geral*, que acaba por nos deixar igualmente exaustos.
Finalmente, os motivos de inspiração resumem-se a disparates tão grandes, tão grandes que seria patético e até talvez perigoso estar aqui a relatar o que me tem zurzido os ouvidos, já sem dizer que podia correr o risco de ter alguém a dizer que tenho um blogue que é só fel.
Enfim, quando as temperaturas amainarem, estarei de volta com mais regularidade. Até lá, vou tentar manter presença sempre que tal se justificar.
Entretanto, ando entretida** a pensar no presente que hei-de encomendar ao coelhinho da Páscoa, desta vez com mais tempo, porque depois da desilusão do Natal passado, está mais que provado que o senhor das barbas brancas e das renas não existe. Só existem designers que acham que tablóide quer dizer tabuleiro***.

*Nada de grave, está tudo bem, só não estou pronta para outra porque não me apetece mais nenhuma.
**Não é erro, é propositado.
*** Não resisti a uma pitadinha de veneno (ou o tal do fel).

2007/01/30

Repescado

E porque o frio, as circunstâncias e muitas outras coisas me têm afastado das palavras que por aqui costumo deixar, fui repescar um dos meus primeiros textos, dos idos de 2003.

O Verbo "Dever De"

Confrontada com exemplos intermináveis da forma como os portugueses usam a língua-mãe, esquecendo que a mãe é mesmo para respeitar, por muito galinha, chata, pespinenta, exigente e outras coisas que tais que possa ser, concedo-me a imodéstia de sugerir uma forma de conjugar o novíssimo verbo "Dever de". Assim sendo, proponho as seguintes formas para o presente do indicativo do mesmo:

Eu devo de ser doida
Tu deves de ser parvo
Ele deve de estar maluco
Nós devemos de ser idiotas
Vós deveis de ser uns asnos
Eles devem de ser uns broncos

Posto isto, aqui vai um post.

2007/01/19

Para quem tem pressa


E principalmente para a minha amiga uxka, que graças a mim percebeu muito do fascínio por trás da bela da maçã. Como eu (e muitos outros), deve estar mortinha por deitar as mãos a uma coisa destas. Ó se deve.

Exercício

Sentadas numa esplanada na Praça do Giraldo, em Évora, no final de Outubro, sem nada para fazer se não tentar descobrir um sítio para almoçar (porque o local eleito estava inexplicavelmente fechado para descanso em dia de turistas), a minha amiga pega na caneta, olha em volta e faz uma lista de palavras:


Alfazema

Tranquilidade
Legado
House
Mercadores
Portugal

Tomada de Passageiros
Mundial
Propriedade
Pio
Excepto




A seguir, diz-me:

— Agora, escreve um te
xto com isto tudo.

Cerca de um quarto de hora mais tarde, o resultado foi este:

Praça do Giraldo
O toque pio dos sinos da igreja ordenava o ritmo dos passageiros, que com tranquilidade abandonavam a praça, deixando aquele legado do património mundial.
Agora propriedade de Portugal, a “house” fora antes tomada por mercadores de alfazema e rescendia ainda ao seu aroma simples e persistente, excepto quando se lhe sobrepunha a fragrância a chá verded acabado de preparar.

Alguém quer repetir o exercício?

2007/01/11

O livro

Era só um desafio, entre outros que já aceitei. Desta vez não demorei e ganhei uma página neste livro. Para lerem o meu texto, conhecerem melhor o projecto do António Rosa, saberem quem são os outros autores ou para encomendas, sigam este link e visitem o blogue do livro.

2007/01/02

Conselho de Ano Novo

Não empurres a tua sorte*. Ela pode cair e arrastar-te com ela.
.
.
*Do inglês don't push your luck, que é como quem diz não abuses da sorte.

2006/12/31

Say Goodbye and Say Hello

Não me vou pôr aqui a falar de 2006 ou do que aconteceu ou deixou de acontecer, nem de 2007 e do que espero que venha a acontecer. Primeiro, porque as águas já passaram e nada se repete; em segundo, porque por mais que definamos um traçado, há-de haver sempre um estupor dum imprevisto a atravessar-se no caminho para nos fazer sentir traídos no que planeámos. Por isso, vou deixar correr os dias, sabendo à partida que o sabor do sumo que conseguir tirar deles só depende de mim e do que souber fazer com ele. Por agora, digo adeus a 2006, e preparo-me para dizer olá a 2007. Que venha, eu estou cá para ver.

2006/12/30

Ao longe

Estou do lado de cá desta vista, e vou começar o ano assim. Não me importam as quase 2 horas de atraso do avião, a sande a saber a frigorífico, as duas horas de sono depois de conseguir fazer as malas, a família de patos-bravos que estava atrás de mim na fila do check-in, que achava que o número de voo era igual ao número do avião e que se sentiu desconfiada por A320 ser muito diferente de TP587 mas vamos lá que se faz tarde - cheguei e vou ficar uma semana. Até já.

2006/12/24

Feliz Natal

Que brilhe amanhã, depois e para sempre. Feliz Natal a todos.

2006/12/20

Trambolhão

Quando se salta para as conclusões*, o mais provável é espalharmo-nos ao comprido.

*Do inglês jump into conclusions, que é como quem diz fazer juízos precipitados.

2006/12/16

Lógica Profissional

O frio que vem da janela aqui mesmo ao lado só vem provar que as empresas não são feitas para se trabalhar à noite.

Umbigos

Há quem tenha um umbigo tão grande, tão grande que dentro dele cabem as atitudes de todo o universo.

2006/12/12

Querido Pai Natal

Se é que existes (e se ainda for a tempo), este é o meu pedido para este ano. Vá, não digas que sou esquisita, porque destes todos só quero um. Qualquer que seja.

2006/12/05

Solução

Quando é humanamente impossível, a solução é ser desumano.

2006/12/04

Contra a Corrente

Já me tramaram. Ou pelo menos pensam que sim, porque até me pediram desculpa. Pronto, eu respondo, não me custa nada, mas como não tenho que fazer tudo o que me pedem, esta corrente vai contra a corrente e fica por aqui. Agora quem te pede desculpa sou eu, mas não tenho nada que ver com a roupa interior do outro senhor, quem quer que ele seja.

1 - ALTURA:
Precisamente 1625mm.
2 - QUE SAPATOS ESTÁS A USAR?
Não são sapatos, são botas.
3 - MEDO?
Das alturas, por causa das vertigens. Do escuro, se estiver no meio de uma multidão. Simplesmente, entro em pânico.
4 - OBJECTIVOS A ALCANÇAR:
Bem, se já plantei várias árvores, acho que falta o resto. Entretanto, vou tentando ser feliz. E fazer os outros felizes.
5 - FRASE QUE MAIS USAS NO MESSENGER?
Não faço a mínima ideia. Nunca pensei nisso.
6 - MELHOR PARTE DO CORPO?
Os ombros. Os pés. As mãos.
7 - PALAVRÕES?
Uma vezes, de vez em quando. Outras, mesmo muitas vezes. Todos e com todas as letras.
8 - LADO DA CAMA?
Fico precisamente ao meio, mas estou disposta a ceder um cantinho.
9 - TOMAS BANHO TODOS OS DIAS?
Olha que ideia mais estranha.
10 - GOSTAS DE TOALHAS QUENTES?
Para quê? Onde? De paninhos quentes e meias medidas não gosto.
11 - URSINHOS DE PELÚCIA?
Só se forem de carne e osso, falarem e, obviamente, fizerem outras coisas. Mas confesso que não gosto muito de pêlo.
12 - ACREDITAS EM TI MESMO?
Faço questão.
13 - DÁS-TE BEM COM OS TEUS PAIS?
Depende do que for dar bem.
14 - GOSTAS DE TEMPESTADES?
Muito. Da minha cama, na posição deitado, incrivelmente só se vê céu. E sabe mesmo bem estar ali aninhada a admirá-las.
15 - DESPORTO?
Tudo o que meta água. E lençóis.
16 - PASSATEMPOS E HOBBIES?
Escrever. Ler. Escrever. Ler. Escrever. Ler. Ver o Dr. House, o CSI, o 24, a Anatomia de Grey em doses maciças.
17 - FOBIAS E MANIAS?
Apenas o tal pânico quando falta a luz e estou no meio de uma multidão. Luzes brancas intermitentes, provavelmente pelo mesmo motivo.
18 - QUANTAS VEZES O TEU NOME JÁ APARECEU NOS JORNAIS?
Uma. Tinha 6 ou 7 anos. Já não é mau de todo.
19 - CICATRIZES NO CORPO?
Que tal uma centopeia a trepar do umbigo para cima?
20 - DE QUE TE ARREPENDES DE TER FEITO?
Só me arrependo de não ter feito/dito algumas coisas. E vai daí, talvez nem isso.
21 - COR FAVORITA?
Uns dias sim, outros dias não, é como calhar.
22 - UM LUGAR ONDE NUNCA ESTIVESTE E GOSTAVAS DE IR?
Austrália. Nova Zelândia. Japão. Malásia. Polinésia.
23 - MANHÃS OU NOITES?
Pela noitinha é bom, mas de manhã também não se diz que não.
24 - O QUE TENS NOS BOLSOS?
Um telemóvel.
25 - QUE FARIAS SE FOSSES PRIMEIRO-MINISTRO?
Não faço promessas que não posso cumprir.
26 - SE GANHASSES O EUROMILHÕES QUE FARIAS AO DINHEIRO?
Se ganhasse o Euromilhões só dizia à família. O resto é surpresa.
27 - SE TE CAÍSSE NAS MÃOS A LÂMPADA DE ALADINO O QUE FARIAS? QUE DESEJOS PEDIRIAS?
Um Aladino só para mim. Com tapete mágico incluído.
28 - SE O MUNDO ACABASSE HOJE ÀS 23h59m QUE FARIAS ATÉ LÁ?
Apenas o que realmente me apetecesse.
29 - SE TIVESSES UM FILHO SEM SABER COMO, SEM RAZÃO NENHUMA, QUE FARIAS?
Que raio de pergunta é esta?
30 - SE O TEU FILHO/FILHA UM DIA TE DISSESSE QUE QUERIA SER ADVOGADO/A OU POLÍTICO/A, COMO REAGIRIAS?
Da mesma forma que se me dissesse que queria ser coveiro/a ou varredor/a.

2006/11/30

Vamos lá a animar a Betty

A passear pela net à procura de imagens inspiradoras para um trabalho, dei com um site onde acabei por encontrar a ideia revolucionária acima: já que fazemos madeixas e pintamos o cabelo com as cores mais extraordinárias, por que relegar para segundo plano os nossos outros pêlos? É só ir a BettyBeauty, escolher a nuance e encomendar a cor preferida para animar a Bettyzinha.

2006/11/29

Constatação

As pessoas não mudam. Têm, ou não, a oportunidade de mostrar aquilo que são.

Divagação sobre a dúvida #2

— Porque os intervenientes são diferentes?, pergunta-me a minha amiga uxka.

Também, na medida em que ninguém se mantém igual de um dia para o outro. Cada pessoa que passa pela nossa vida muda o seu sentido, e ao reencontrarmo-nos, se nos perdemos entretanto, nunca a conseguiremos ver da mesma forma.

No entanto, se um dos intervenientes for novo numa história de contornos repetidos, há ainda uma ínfima possibilidade de se conservar a espontaneidade, que inverte então a a tendência que temos para ter cuidado com as palavras, os gestos, as atitudes. E há uma hipótese de se (re)viver o momento, desta vez sabendo por onde não ir.

Mas o verdadeiramente importante é saber separar as coisas: até que ponto podemos (e devemos) ser impulsivos, e quando é que devemos ter cuidado com as atitudes que tomamos. E é esse equilíbrio que eu ainda não descobri. Até lá, vou agindo por impulso, como sempre, embora cada vez com mais cuidado e demora.


2006/11/28

Dúvida #2

Se a história se repete, por que é que nunca nada é igual ao que já foi?

2006/11/23

Falso pudor

Fonha-se! Cosa-se! Foza-se! Fónix! Se há coisinha que eu ainda não percebi é por que raio de motivo as pessoas não conseguem dizer o que estão a pensar e se comportam insistentemente como disléxicos, fanhosos, afásicos e afins.


Nota: Não é a utilização de calão que me aflige, eu própria o uso sempre que tal se justifica; o que me complica com o sistema é o disfarce que as pessoas utilizam. Por que dizer o que estamos a pensar de forma disfarçada se o que queremos dizer é mesmo aquilo? Quanto aos nortenhos, estou mais que habituada, e quando regresso é uma verdadeira desgraça.

2006/11/18

Uma insustentável leveza

Ele há pessoas que têm um espírito tão levezinho que andam sempre com duas pedras na mão. Deve ser para não voarem.

2006/11/16

Constatação

Quando se está de pé atrás, não há relação que não tropece.

2006/11/15

Dúvida #1

Por que será que, mesmo sem me ter perdido, ainda não encontrei forma de me achar?

Devaneio #2

Por que será que as mulheres perdidas são as mais procuradas?

2006/11/14

Devaneio #1

Alguém já reparou que os responsáveis pela colocação das bulas* dentro das caixas de medicamentos o fazem sempre do lado que abrimos as caixas, especialmente naquelas em que é indiferente abrir de um lado ou de outro? Quanto a mim, deviam obrigá-los a colocá-las sempre do lado oposto.

*Para quem não sabe, a bula é aquele papelinho que vem junto com o medicamento e que explica qual é o mal que trata e o mal que faz ao fazê-lo.

2006/11/13

De ízi uei áute

Pois é, chegou-se aqui. Na quinta-feira uma copy em princípio de carreira virou-se para mim e disse: “Como já sei que é revisto, nem me preocupo muito com o que escrevo”.
Realmente, sabe mesmo bem poder deixar para os outros a responsabilidade do que fazemos. É a saída mais fácil. Ou, como eu gosto de dizer em estrangeiro, de ízi uei áute.

Procura-se

Sacana, dormiu comigo de sexta para sábado, acordou ao meu lado na cama e foi só eu virar costas para ir preparar o pequeno almoço para desaparecer, sem dizer nada.
Seus malandros, não é nada do que estão a pensar. Ainda por cima, se fosse um homem, eu teria passado uma óptima noite e teria um rosto, um corpo, um cheiro. Mas não, foi um desgraçado dum post que me andou a rondar os sonhos para se esvair ao primeiro sinal do dia. E nem com os bons conselhos de duas noites seguidas se resolveu a voltar. Terá ido comprar tabaco? Espero que volte, pois até tinha graça.

2006/11/05

Classificação

Há, essencialmente, dois tipos de pessoas: as que dizem o que pensam e as que pensam o que lhes dizem.

2006/11/03

Faux pas

Há duas maneiras de corrigir um faux pas: dar outro igualmente em falso, para equilibrar, ou voltar atrás para tentar corrigi-lo. Ambas são formas de resolver, melhor ou pior, os nossos deslizes.
Há quem opte pela primeira solução, e essa funciona como a tal segunda estalada que se dá para que a vítima não fique só com uma face a arder, supostamente facilitando, desse modo, o esquecimento da primeira; a segunda opção, se tomada e efectuada com savoir faire, é bastante menos dolorosa, se bem que deixa igualmente as suas marcas, mais difíceis de se desvanecer no tempo.
Quanto a mim, no meio de tanta porrada que tenho levado ultimamente, da qual não me posso queixar sob pena de ser acusada de me fazer de vítima, é-me igual. Ou então, não. Prefiro sobremaneira o método da segunda estalada: a mensagem fica entendida e o caso está arrumado. De uma vez por todas.

2006/10/23

Dificuldade

Mesmo com tanta gente a achar, continua a ser difícil encontrar alguma coisa de jeito.

Paradoxo

Esta chuva é uma grande seca!

Foto daqui

Politicamente correcto

Ouvido em directo, numa entrevista a um motorista de táxi sobre os assaltos de que foi vítima:

— Uma das vezes foi dois africanos, um português, o outro brasileiro.

2006/10/19

Elevadoromania

Quem já tiver percebido que me explique, por favor, a obsessão que muitos portugueses têm por viagens de elevador.
Tudo começa pelo carregar no botão. Quando se está, por exemplo, no 0 e se quer subir, carrega-se no botão para descer, porque queremos que o elevador venha para baixo. Ele pára, com gente dentro, e entra-se, para uma viagem gratuita e gratificante até ao -1, -2 e por aí fora, até à última paragem. Depois, temos o sublime prazer de ficarmos sozinhos dentro daquela caixa sem vista para lado algum até ao próximo andar. O mesmo se passa quando queremos descer, obviamente. Primeiro subimos até ao último andar, para termos a certeza de que o nosso lugar está guardado até ao nosso destino. Que fica no rés-do-chão.
Então, vem o fascínio pelos botões de abrir e fechar portas. Que prático, assim não temos que esperar e ainda brincamos ao jogo do entala.
Outro aspecto fascinante é o do desafio da gravidade. Mesmo sabendo que o elevador tem limite de carga, tentamos sempre meter mais alguém, pois se cabem 20, também cabem 21 ou 22. Tudo acaba com um elevador que desce abaixo do nível do patamar e que, consequentemente, encrava. É chegado o momento de tocar o alarme e reunir a unanimidade em torno do mau funcionamento dos serviços. E do material, obviamente.
Finalmente, quem não segue as regras deste jogo, é sorridentemente visto como o tótó que tem medo de elevadores pelos espertalhões que já conseguiram o seu lugarzinho lá dentro.

Foto daqui

Horóscopo

Às vezes, devíamos mesmo acreditar no que os astros nos dizem. Como quase sempre, este acerta, mas como não ligo muito a isto, esqueço-me. Pelo menos, percebi, de uma vez por todas, como funciona o jogo. E as coisas vão mudar, garanto que vão, e não é só por um dia. Amanhã, depois e depois, há mais. É que, como a memória é curta, há quem se esqueça do modus operandi de um touro (com ascendente touro, só para ajudar à fiesta): quando me espetam a doer, não perdem por esperar por uma valente cornada.

2006/10/13

Trabalhos do Imaginário

A partir de amanhã, 14 de Outubro, na Tágide, podem visitar uma exposição de arte contemporânea, com o tema "Trabalhos do Imaginário".

Argumento

O Sr. Ministro da Saúde argumentou que, se as pessoas pagam €3,20 por um maço de tabaco (marca branca, evidentemente) ou €5,00 por um bilhete de cinema, quando têm, por exemplo, um ordenado de €600, também podem perfeitamente pagar €5 pela diária num hospital, o que evidentemente resulta de uma opção perfeitamente consciente.

— Olha, prá semana, para além de estar de baixa a receber só 65% do ordenado, vou passar umas férias a cirurgia em Santa Maria. Tem um não sei quê de hospital de campanha num país africano. E só se pagam €5,00 por dia, com pensão completa e vista para o jardim.
— Eh pá, que fixe! Também posso ir?
— Podes, só tens que arranjar uma doença das graves. E o melhor de tudo é que se conseguires estar mais de 14 dias, eles têm uma promoção do caraças: não pagas nada.

O pagamento até poderá ser compreensível, em certas circunstâncias, mas o argumento, Sr. Ministro, que coisa. Experimente lá reduzir o seu ordenado para €600 por mês e veja quantos filmes pode ver por mês ou quantos maços de tabaco pode comprar (se deixar de almoçar, de pagar a renda e for a pé para o trabalho)…

2006/10/04

Ciclo

"This is how it works
You're young until you're not
You love until you don't
You try until you can't
You laugh until you cry
You cry until you laugh
And everyone must breathe
Until their dying breath

No, this is how it works
You peer inside yourself
You take the things you like
And try to love the things you took
And then you take that love you made
And stick it into some
Someone else's heart
Pumping someone else's blood
And walking arm in arm
You hope it don't get harmed
But even if it does
You'll just do it all again "
Regina Spektor, On the Radio

E é mesmo, mesmo assim. Terminei um ciclo, estou a começar outro (deve ser do Outono de que gosto tanto). A olhar muito para dentro, para encontrar aquilo de que gosto, e também para fora (afinal estou a ver muito melhor), para ver se descubro com quem o partilhar. E no entretanto, povoo o meu silêncio com músicas como esta.

"E as coisas são assim/És jovem até não seres/Amas até não amares/Tentas até não conseguires/Ris-te até chorares/Choras até te rires/E todos têm que respirar/Até ao último fôlego.
Não, as coisas são assim/Olhas bem dentro de ti/Tiras aquilo de que gostas/E tentas amar o que tiraste/E depois tiras o amor que criaste/E põe-lo num certo/Coração de outra pessoa/A fazer correr o seu sangue/E vão de braço dado/Esperando que não se magoe/Mas mesmo que aconteça/Voltas a fazê-lo de novo."

2006/09/29

Lost, not found (yet)

Não sei o que se passa, não sei para onde foi, garanto que já procurei mas não há forma de a encontrar. Perdi a inspiração.
Não sei se é do choque do regresso de férias (já lá vai quase um mês), ou de me confrontar diariamente com coisas tão estúpidas (e não é de me faltar a palavra, são realmente estúpidas, como em estupidez gratuita) que só me apetece desancar quem as faz, citar nomes, humilhar, espezinhar e, na impossibilidade de o fazer, fugir, que não tenho conseguido escrever. Pelo menos, nada de jeito. E, para isso, não vale a pena.
Mas lamento, lamento mesmo. Gosto deste espaço, gosto de me dizer, gosto de dizer o que por aqui vai. Mas neste momento, não estou a conseguir. Talvez amanhã.
Até já, mais uma vez.

2006/09/20

O amor possível

A blahblahblah desafiou-me a participar num desafio de um blogue vizinho. Claro que não resisti. Assim, depois de alguns dias entrecortados por muito trabalho, o resultado foi este. Consiga ou não o objectivo, foi bom reflectir sobre o amor e os seus cambiantes. E, sinceramente, acredito que não pode mesmo ser definido. É o que é, e é o que somos.

Aqui fica:
Não é fácil dizer o amor. Aliás, é praticamente impossível dizer algo que não se diz, mas apenas se vive, sente, mostra. É impossível fechá-lo numa caixa de sentido quando ele tem tantos quantos seres há no mundo. Não se pode dizer onde está porque ele não tem um lugar só. Não lhe podemos dar forma porque não o podemos moldar a gosto. Apenas vivê-lo e aceitá-lo.
O amor vê-se nos gestos, no brilho do olhar, no esplendor da pele. Ouve-se nos risos, nos suspiros, na voz embargada de emoção. Revela-se na ternura dos movimentos, na carícia do olhar, na suavidade dos gestos.
Aligeira os dias mas pesa na espera. Faz-nos voar mas facilmente nos deixa cair. Alumia, mas cega. Tranquiliza e enlouquece. Recria e destrói. É simultaneamente alívio e dor. Alegria e angústia. Companhia e solidão. É leveza e quase insuportável de tão pesado. É riso e dor, luz e escuridão. É querer tudo e não querer mais nada.
O amor é tanto que não se pode dizer. ®

2006/09/15

Estádo de xoque

Estôu xocada. Hoje, no espasso de menos de 2 minutos, a mesma peçoa que me quirticou (e quirtica constatemente) por não ter reparádo que ela tinha escrito "equilíbrio" sem assento, preguntou-me se a palávra "ferro" tinha algum. Deve ser pur iço que não conssigo melhór que isto. As mínhas descúpas.

(continúo a axar q deviam encinar portuges em bélas àrtes)

2006/09/11

O mundo sem blur

E, subitamente, a lua deixou de ter um permanente halo enevoado à volta. Aliás, o mundo inteiro mudou de um local de contornos visíveis, mas indefinidos, para um sítio em que tudo está perfeitamente delineado contra o fundo em que se insere. A minha recente miopia, para além de me obrigar a usar óculos, deu-me o prazer de ver o mundo com outros olhos. Absolutamente sem blur.

2006/09/05

Regresso

"On ne dit jamais rien parce qu'on parle tout le temps."*
Eric-Emmanuel Schmitt

Às vezes, o silêncio é mesmo melhor. Mas já estava com saudades, tanto da maçã, como de escrever. Estou de volta.

*"Nunca dizemos nada porque estamos sempre a falar."

2006/08/24

Estado de choque

Não só estou com saudades da cidade como com saudades da minha maçã! Socorro! Acabei de descobrir que, no português do software comum dos utilizadores de PC's, o texto que acabo de escrever é uma "postagem". Isto existe realmente? Estarei desactualizada no meu português? Alguém me esclarece?

Ao sul

Dias quietos, de mar e sol, era o que estes deveriam ser. Mas há sempre ventos, ventos eternos que nos contrariam os prazeres. Se, ao menos, fosse possível fechar as portas à nortada, deixá-la de fora, quanto mais não fosse um dia... Valham-me os humores contrários da praia do costume que, este ano, apesar do vento, teima em contrariar os intentos dos praticantes de surf, mantendo-se de águas rasas, maré alta ou maré baixa.
Estou com saudades da cidade...

2006/08/17

En passant

Num saltinho a casa entre dois destinos, aproveito para registar que, so far, so good.

2006/08/06

Intervalo

E, porque eu preciso, tanto como mereço, vou de férias! Um mês inteiro sem nada para fazer e, por isso, com a possibilidade de fazer tudo o que me apeteça. Incluindo nada. Até já.

2006/08/01

O caminho mais fácil

“THE PEROSN WHO DOESN’T MAKE MISTAKES IS UNLIKELY TO DO ANYTHING.”
Paul Arden, It’s not how good you are, it’s how good you want to be.
Pois é, a forma mais fácil de não errar é, realmente, nem chegar a fazer o que quer que seja. Nem querer aprender a fazer, pois haverá sempre alguém disposto (ou obrigado) a fazê-lo por nós.

"É improvável que a pesoa que não comete erros alguma vez faça alguma coisa."